Mundo
Soldados rebelaram-se e estão com manifestantes nas ruas
Os protestos na Líbia ameaçam ficar fora de controlo, agora que há militares que se juntaram aos manifestantes. Muitos líbios voltaram a sair às ruas para exigir mudanças, mas as autoridades responderam com violência. Os profissionais de saúde já utilizam a palavra massacre.
Os profissionais de saúde nos hospitais falam num verdadeiro massacre, afirmando ter já contabilizado pelo menos 200 mortos.
Habitantes de Benzagi, segunda cidade do país, revelaram à agência Reuters que há soldados que se rebelaram e entraram em confronto com as forças leais ao presidente Muammar Kadhafi.Desde terça-feira que a Líbia é palco de manifestações de protesto contra o regime de Muammar Kadhafi, no poder há 41 anos
Segundo esses habitantes, os soldados revoltosos já assumiram o controlo de Bengazi.
O representante líbio na Liga Árabe anunciou que está em curso uma revolução e demitiu-se do cargo, dizendo que se junta aos revoltosos.
Tentativa para sabotar poços de petróleo
Na noite passada, um grupo tentou levar a cabo uma operação de sabotagem de poços de petróleo a sul da capital, Tripoli. A operação foi no entanto neutralizada, indicou uma fonte oficial. A Líbia é o terceiro produtor africano de petróleo, com cerca de dois milhões de barris por dia; as suas reservas estão avaliadas em 42 mil milhões de barris e é um dos principais fornecedores de petróleo bruto a Portugal
De acordo com a mesma fonte, seis líbios foram detidos na operação que causou dois feridos entre as forças de segurança: "Um grupo de pessoas que trabalhava no campo petrolífero de Sarir incendiou um edifício administrativo do campo e danificou outros locais, incluindo um restaurante e dormitórios".
Aquelas pessoas "tentaram ainda incendiar poços de petróleo" mas "os serviços de proteção das instalações petrolíferas detiveram os membros do grupo, identificaram os sabotadores e interrogaram-nos", acrescentou em declarações a agência France Press, revelando que "os resultados preliminares do inquérito indicam que o grupo recebeu as armas de estrangeiros e as instruções via Internet".
Detidos árabes suspeitos de pertencer a "rede"
Este fim de semana as autoridades anunciaram a detenção de dezenas de cidadãos árabes pertencentes a uma "rede" cuja missão será a de desestabilizar o país.
A Jana, agência oficial de notícias, indicava que dezenas de pessoas detidas "em algumas cidades líbias" pertenciam a uma "rede estrangeira e foram treinadas para denegrir a estabilidade da Líbia, a segurança dos seus cidadãos e a sua unidade nacional".
Fontes próximas da investigação asseguram que "os órgãos de segurança líbios apuraram que os detidos são de nacionalidades tunisina, egípcia, sudanesa, palestiniana e síria e turca”.
Habitantes de Benzagi, segunda cidade do país, revelaram à agência Reuters que há soldados que se rebelaram e entraram em confronto com as forças leais ao presidente Muammar Kadhafi.Desde terça-feira que a Líbia é palco de manifestações de protesto contra o regime de Muammar Kadhafi, no poder há 41 anos
Segundo esses habitantes, os soldados revoltosos já assumiram o controlo de Bengazi.
O representante líbio na Liga Árabe anunciou que está em curso uma revolução e demitiu-se do cargo, dizendo que se junta aos revoltosos.
Tentativa para sabotar poços de petróleo
Na noite passada, um grupo tentou levar a cabo uma operação de sabotagem de poços de petróleo a sul da capital, Tripoli. A operação foi no entanto neutralizada, indicou uma fonte oficial. A Líbia é o terceiro produtor africano de petróleo, com cerca de dois milhões de barris por dia; as suas reservas estão avaliadas em 42 mil milhões de barris e é um dos principais fornecedores de petróleo bruto a Portugal
De acordo com a mesma fonte, seis líbios foram detidos na operação que causou dois feridos entre as forças de segurança: "Um grupo de pessoas que trabalhava no campo petrolífero de Sarir incendiou um edifício administrativo do campo e danificou outros locais, incluindo um restaurante e dormitórios".
Aquelas pessoas "tentaram ainda incendiar poços de petróleo" mas "os serviços de proteção das instalações petrolíferas detiveram os membros do grupo, identificaram os sabotadores e interrogaram-nos", acrescentou em declarações a agência France Press, revelando que "os resultados preliminares do inquérito indicam que o grupo recebeu as armas de estrangeiros e as instruções via Internet".
Detidos árabes suspeitos de pertencer a "rede"
Este fim de semana as autoridades anunciaram a detenção de dezenas de cidadãos árabes pertencentes a uma "rede" cuja missão será a de desestabilizar o país.
A Jana, agência oficial de notícias, indicava que dezenas de pessoas detidas "em algumas cidades líbias" pertenciam a uma "rede estrangeira e foram treinadas para denegrir a estabilidade da Líbia, a segurança dos seus cidadãos e a sua unidade nacional".
Fontes próximas da investigação asseguram que "os órgãos de segurança líbios apuraram que os detidos são de nacionalidades tunisina, egípcia, sudanesa, palestiniana e síria e turca”.