Mundo
Submarino nuclear norte-americano embate em "objeto" desconhecido no Mar da China
Um submarino nuclear da Marinha dos EUA embateu num "objeto" desconhecido enquanto estava submerso na região Ásia-Pacífico. Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas, nenhuma em risco de vida. O USS Connecticut operava em águas internacionais do Mar da China Meridional, isto numa altura em que a tensão com Pequim sobe de nível por causa de Taiwan.
O incidente não resultou em nenhum ferimento com risco de vida, disseram os militares dos Estados Unidos na quinta-feira.
A situação, que aconteceu no sábado, só foi agora revelada. O submarino, incluindo a propulsão nuclear, não foi estruturalmente afetado e continua operacional. "O submarino permanece numa condição segura e estável", informou a Marinha norte-americana.
De qualquer forma, o USS Connecticut navegou posteriormente até à base militar de Guam para ser inspecionado.
A situação, que aconteceu no sábado, só foi agora revelada. O submarino, incluindo a propulsão nuclear, não foi estruturalmente afetado e continua operacional. "O submarino permanece numa condição segura e estável", informou a Marinha norte-americana.
De qualquer forma, o USS Connecticut navegou posteriormente até à base militar de Guam para ser inspecionado.
Autoridades americanas, que falaram com a Reuters sob condição de anonimato, disseram que o incidente ocorreu em águas internacionais no Mar da China Meridional e que menos de 15 pessoas sofreram ferimentos leves, como hematomas e lacerações. Duas das lesões foram categorizadas como "moderadas".
Até este momento os militares norte-americanos não sabem no que é que o submarino embateu.
Até este momento os militares norte-americanos não sabem no que é que o submarino embateu.
Um incidente que acontece numa altura em que é cada vez maior a tensão entre os EUA e a China devido às incursões dos militares chineses na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan.
O USS Connecticut estava a operar no Mar da China Meridional em exercícios conjuntos com uma frota multinacional na região, liderada pelo Carrier Strike Group 21 do Reino Unido.
Exercícios militares em que estão envolvidos navios do EUA, Reino Unido, Japão, Austrália, Canadá e Holanda, incluindo três porta-aviões.
Este sábado, 39 aviões militares da China, incluindo caças e aeronaves de transporte, entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea de Taiwan. Dois dias depois, de novo, uma operação semelhante, só que desta vez com 56 aviões militares, o maior número desde que a ilha começou a divulgar estes dados publicamente no ano passado.
Taiwan diz que a China prepara-se para invadir a ilha em 2025, mas que "pagará um preço" se isso acontecer.
Com o escalar da tensão, fontes da Casa Branca anunciaram esta semana que o presidente norte-americano Joe Biden e o presidente chinês Xi concordam, em princípio, em realizar uma reunião virtual.
C/ agências