Subscritores do Acordo Transpacífico querem impulsionar acordo apesar das dúvidas geradas por Trump

Lima, 19 nov (Lusa) -- Os líderes dos 12 países que assinaram o Tratado Transpacífico (TPP) acordaram hoje trabalhar juntos para o impulsionar, apesar das dúvidas sobre o que acontecerá a este acordo após o triunfo de Donald Trump nas eleições norte-americanas.

Lusa /

Esta é a conclusão alcançada pelos elementos do TPP (sigla inglesa de Trans-Pacific Partnership) após a reunião celebrada a pedido do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no âmbito do encontro de líderes do Fórum de Cooperação Económica Ásia Pacífico (APEC), que decorre este fim de semana em Lima, no Peru.

"Queremos seguir para a ratificação do TPP em todos os nossos países [...], todos acreditamos no livre comércio e que uma economia aberta é benéfica e positiva para os nossos países", declarou a Presidente do Chile, Michelle Bachelet, no final do encontro.

"Quando existem situações que geram problemas, são os Governos os que têm de desenvolver políticas públicas para mitigar os efeitos que podem ter em certos setores", acrescentou Bachelet, que destacou que a reunião serviu para ratificar as convicções dos elementos do TPP.

A mandatária chilena, citada pela agência espanhola EFE, sublinhou que o comércio livre significa "poder ter crescimento económico, emprego, redução da pobreza e mais desenvolvimento".

O TPP, subscrito em janeiro passado por 12 países, entre os quais os Estados Unidos da América, o Japão, o Canadá e o México, prevê um período de dois anos para a sua ratificação pelos respetivos parlamentos.

A sua entrada em vigor requer que haja uma representação de pelo menos 85% do Produto Interno Bruto (PIB) combinado dos países subscritores, o que faz com que seja impossível avançar sem as economias mais poderosas: Japão e Estados Unidos.

A eleição de Donald Trump como Presidente norte-americano colocou uma sombra de dúvida sobre o futuro do TPP, uma vez que durante a campanha eleitoral o multimilionário anunciou que se fosse eleito iria bloquear o acordo.

A esse respeito, a Presidente do Chile reconheceu que o assunto foi abordado na reunião convocada por Obama, principal TPP.

"Logicamente que se falou de se ter dito coisas durante a campanha [eleitoral] que vão numa direção diferente, mas também é certo que, às vezes, nas campanhas dizem-se umas coisas e depois fazem-se outras", referiu, sublinhando que o acordo "é benéfico para todos".

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