Sul-coreanos entraram na Coreia do Norte para trabalhar apesar do corte da linha militar

Seul, 28 mar (Lusa) -- Um grupo de 197 sul-coreanos atravessou hoje a fronteira com o Norte para trabalhar no complexo industrial conjunto de Kaesong, apesar do anúncio, por Pyongyang, do corte da linha de comunicação militar com Seul.

Lusa /

A Coreia do Norte causou preocupação sobre as entradas diárias de sul-coreanos ao anunciar na quarta-feira a decisão de cortar a linha de comunicação militar, única via de contacto na atualidade entre os governos de ambas as Coreias.

Não obstante, "a Coreia do Norte deu esta manhã luz verde ao acesso transfronteiriço do primeiro grupo de trabalhadores do dia através da linha telefónica do comité de gestão do complexo industrial", indicou à Efe uma porta-voz do Ministério da Unificação.

A porta-voz precisou que um total de 197 trabalhadores sul-coreanos atravessou às 08:30 (23:30 de quarta-feira em Lisboa) a fronteira terrestre entre as duas Coreias, a cerca de 40 quilómetros a norte de Seul.

Espera-se que aproximadamente 530 trabalhadores da Coreia do Sul acedam ao longo do dia de hoje ao complexo de Kaesong no norte, e que 511 atravessem a fronteira em sentido inverso, números que correspondem aos de um dia normal.

Localizado a escassos quilómetros da fronteira, o complexo de Kaesong alberga 120 empresas da Coreia do Sul, que ali fabricam os seus produtos, aproveitando a mão de obra extremadamente barata da Coreia do Norte, cujos trabalhadores recebem menos de 70 dólares (cerca de 55 euros) por mês.

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