Sul de Moçambique sob aviso amarelo devido a chuvas fortes e rajadas de vento
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano emitiu hoje um aviso amarelo para chuvas moderadas a fortes e vento com rajadas até 50 quilómetros por hora nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, sul do país.
De acordo com o aviso meteorológico, válido até às 24:00 de 12 de agosto, a situação resulta da passagem de uma frente fria que poderá provocar precipitação entre 30 e 50 milímetros em 24 horas em distritos das três províncias do sul do país. Além da chuva, o Inam avança que são esperados ventos fortes com rajadas até 50 quilómetros por hora a partir do final do dia de hoje.
Moçambique é considerado um dos países mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas, enfrentando regularmente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril. O aviso de chuva forte ocorre fora da época habitual das chuvas no país.
Alguns serviços de transporte marítimo em Maputo foram entretanto suspensos esta manhã, devido ao alerta.
Segundo as autoridades meteorológicas, o fenómeno deverá afetar oito distritos da província de Maputo, além da cidade de Maputo - capital do país -, bem como 12 distritos da província de Gaza, incluindo a cidade de Xai-Xai, e igual número de distritos de Inhambane.
O boletim antecipa igualmente uma redução acentuada das temperaturas máximas nas regiões sul e parte do centro de Moçambique e, face aos riscos associados, o Inam apela à tomada de medidas de precaução e segurança perante a ocorrência de chuvas intensas e ventos fortes.
Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a última época chuvosa provocou 311 mortos e afetou cerca de 1,07 milhões de pessoas.
Em 10 de julho, o Inam anunciou a disponibilidade de mais nove drones e 30 operadores certificados para apoiar o mapeamento de áreas de difícil acesso durante eventos climáticos extremos, recolher dados e apoiar operações de busca e salvamento.
"Temos notado que quando há um evento ou um desastre, cheias, fica difícil sabermos qual é a situação do outro lado, onde há cheias, o que está a acontecer, e há necessidade de fazer mapeamentos, se tem lá pessoas por cima das árvores que é preciso retirar, quando ir para lá fica difícil", disse na ocasião o diretor-geral do Inam, Adérito Aramuge.