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`Super-comité` norte-americano deve falhar acordo
O ‘super-comité’ do Congresso norte-americano – criado para encontrar uma solução bipartidária para a crise da dívida nos Estados Unidos – vai, provavelmente, chegar ao fim sem qualquer acordo. Os líderes republicanos e democratas membros do ‘super-comité’ devem declarar ainda hoje o fracasso dos três meses de negociações entre os dois principais partidos dos Estados Unidos, depois de irremediáveis divisões sobre os impostos e os gastos.
A possibilidade de o ‘super-comité’ alcançar um acordo para reduzir o défice dos Estados Unidos antes de 23 de novembro está cada vez mais distante, à medida que a data limite se aproxima sem quaisquer perspectivas de progresso para que o compromisso seja encetado entre os dois partidos.
"Eu não seria otimista. Não quero criar falsas esperanças aqui", afirmou o senador republicano Jon Kyl em entrevista à estação televisiva Fox News. O comité mantém-se em conversações, mas Jon Kyl anunciou que o painel deverá fazer uma declaração conjunta até ao final do dia.
O impasse deve-se à oposição republicana ao aumento dos impostos, nomeadamente sobre os americanos mais ricos, e a recusa democrática em cortar nos benefícios na área da saúde sem o aumento real dos impostos.
Após um ano de batalhas orçamentais, a incapacidade do ‘super-comité’ chegar a acordo é considerado mais um sinal de que os governantes norte-americanos estão demasiado arraigados para se comprometerem com o aumento de impostos e com o corte de benefícios que os especialistas consideram necessários para estabilizar as finanças do país.
As perspectivas de um eventual desacordo, e a possibilidade de os cortes orçamentais só voltarem a ser discutidos em 2013, já começaram a penalizar as praças norte-americanas e europeias.
O ‘super-comité’ foi criado em agosto, tendo como missão identificar poupanças de pelo menos 1,5 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros) a 10 anos, objetivo que tem de cumprir até quarta-feira. À falta deste acordo, será ativado um mecanismo de poupança de 1,2 mil milhões de euros, de forma automática, que não deve entrar em vigor antes de 2013.
O objetivo do acordo seria demonstrar à economia mundial que Washington conseguia dominar os níveis de dívida pública que, na semana passada, atingiram os 15 triliões de dólares – tamanho atual da economia dos Estados Unidos – encontrando uma solução para a crise da dívida antes das eleições presidenciais e congressistas norte-americanas marcadas para 2012.
"Eu não seria otimista. Não quero criar falsas esperanças aqui", afirmou o senador republicano Jon Kyl em entrevista à estação televisiva Fox News. O comité mantém-se em conversações, mas Jon Kyl anunciou que o painel deverá fazer uma declaração conjunta até ao final do dia.
O impasse deve-se à oposição republicana ao aumento dos impostos, nomeadamente sobre os americanos mais ricos, e a recusa democrática em cortar nos benefícios na área da saúde sem o aumento real dos impostos.
Após um ano de batalhas orçamentais, a incapacidade do ‘super-comité’ chegar a acordo é considerado mais um sinal de que os governantes norte-americanos estão demasiado arraigados para se comprometerem com o aumento de impostos e com o corte de benefícios que os especialistas consideram necessários para estabilizar as finanças do país.
As perspectivas de um eventual desacordo, e a possibilidade de os cortes orçamentais só voltarem a ser discutidos em 2013, já começaram a penalizar as praças norte-americanas e europeias.
O ‘super-comité’ foi criado em agosto, tendo como missão identificar poupanças de pelo menos 1,5 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros) a 10 anos, objetivo que tem de cumprir até quarta-feira. À falta deste acordo, será ativado um mecanismo de poupança de 1,2 mil milhões de euros, de forma automática, que não deve entrar em vigor antes de 2013.
O objetivo do acordo seria demonstrar à economia mundial que Washington conseguia dominar os níveis de dívida pública que, na semana passada, atingiram os 15 triliões de dólares – tamanho atual da economia dos Estados Unidos – encontrando uma solução para a crise da dívida antes das eleições presidenciais e congressistas norte-americanas marcadas para 2012.