Supermercados do grupo francês Auchan atacados e saqueados em tumultos no Senegal

Catorze supermercados Auchan em Dacar foram "atacados", dos quais dez "saqueados", durante os tumultos que abalaram o Senegal após a detenção do principal opositor ao governo, anunciou hoje o grupo, referindo que os empregados foram protegidos.

Lusa /

"Dacar está a viver uma forte agitação social e ontem [quinta-feira] 14 das nossas lojas na cidade foram atacadas e dez pilhadas", disse Edgard Bonte, chefe do Auchan Retail, através da sua conta no LinkedIn.

Edgard Bonte não especificou o montante do prejuízo financeiro sofrido pela empresa, que tem 32 lojas e uma unidade no Senegal, de acordo com a sua página oficial.

Questionado pela agência AFP, um porta-voz disse que as dez lojas pilhadas foram encerradas.

"O pessoal das lojas que foram saqueadas foi abrigado. Felizmente estão bem", disse, acrescentando que, em relação aos outros, estavam em coordenação com as autoridades senegalesas.

"Não temos expatriados, somos um ator senegalês no Senegal", disse o porta-voz do grupo, descartando, para já, o recurso à segurança privada.

Os confrontos entre jovens e forças policiais, bem como o saque e pilhagem de lojas, particularmente as de origem francesa, foram desencadeados pela detenção de Ousmane Sonko, terceiro nas eleições presidenciais senegalesas de 2019, que se espera venha a ser um dos principais concorrentes nas eleições presidenciais de 2024.

As manifestações na quinta-feira causaram pelo menos um morto no sul deste país, conhecido como um território de estabilidade na África Ocidental.

Foram relatadas várias outras mortes, que ainda não foram formalmente confirmadas.

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