Supremo Tribunal nega extradição de colombiano

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil negou a extradição solicitada por Bogotá do colombiano Francisco Cadena Collazos, conhecido por Padre Medina, acusado de homicídio e de actuação no comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Agência LUSA /

A decisão da Suprema Corte do Brasil baseou-se no reconhecimento, desde o ano passado, da condição de refugiado do ex-sacerdote colombiano.

"O reconhecimento da condição de refugiado impede o seguimento de qualquer pedido de extradição baseado nos factos que fundamentaram a concessão de refúgio", informou o STF.

Com esta decisão, o Tribunal decidiu libertar o colombiano, que cumpria prisão domiciliar para fins de extradição, há vários meses.

Collazos, de 60 anos, foi detido em 2005 em São Paulo, a pedido da justiça colombiana, sob acusação de homicídio, terrorismo e vínculos com as FARC e permaneceu no Presídio da Papuda, em Brasília, até meados do ano passado, quando passou a cumprir prisão domiciliar numa quinta em Brasília.

O ex-sacerdote, ligado à Teologia da Libertação da Igreja Católica, teve o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A entidade dos bispos chegou a divulgar uma nota apelando a que fosse impedida a extradição de Padre Medina.

"Há elementos que levam a crer tratar-se de um pedido de extradição com motivações políticas, colocando em risco a vida do padre Medina, caso seja extraditado para a Colômbia", alegou a CNBB.

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