SupremoTribunal da Coreia do Sul ordena novo julgamento da ex-Presidente Park Geun-hye
O Supremo Tribunal da Coreia do Sul ordenou hoje um novo julgamento da ex-Presidente sul-coreana Park Geun-hye, condenada por corrupção, alegando que não devia ter sido absolvida dos crimes de suborno e desfalque de dinheiros públicos.
Num caso separado do famoso caso de corrupção "Rasputina", Park foi condenada em julho de 2018 a seis anos de prisão por ter beneficiado ilegalmente de fundos do Serviço Nacional de Inteligência (NIS), tendo a pena sido reduzida para cinco anos de prisão, após recurso.
O Supremo Tribunal da Coreia do Sul ordenou que o Supremo Tribunal de Seul repita o julgamento uma vez que, apesar de ter sido condenada por corrupção, Park Geun-hye foi absolvida dos crimes de suborno e desfalque de dinheiros públicos.
Em janeiro de 2018, Park foi acusada de aceitar cerca de 3,5 biliões de won (cerca de 2,7 milhões de euros) de três funcionários do NIS.
A ex-presidente de 67 anos já estava a ser julgada pelo caso "Rasputina", pelo qual foi destituída do cargo em março de 2017 e posteriormente condenada a 25 anos de prisão.
No entanto, no verão passado, o Supremo Tribunal também ordenou a repetição deste julgamento por uma série de detalhes técnicos.
Os escândalos de corrupção que atingiram Park e que também envolveram grandes empresários como Lee Jae-yong (vice-presidente da Samsung) geraram protestos maciços na Coreia do Sul entre 2016 e 2017.