Surto de febre-amarela em Angola não representa emergência sanitária internacional, diz a OMS
Genebra, 19 mai (Lusa) -- O surto de febre-amarela em Angola é grave e deve ser vigiado, mas não representa uma emergência sanitária de alcance internacional, decidiu hoje a Organização Mundial de Saúde.
A decisão foi tomada durante uma reunião de peritos na doença, convocados de emergência para analisar o surto da doença na capital angolana, Luanda.
Nos últimos quatro meses foram detetados 2.400 casos de febre-amarela em Luanda, que já provocaram 300 mortos.
Segundo a OMS, os casos detetados na República Democrática do Congo foram de pessoas infetadas em Angola, à semelhança dos casos na China.
O comité de peritos afirmou que apesar do surto de febre-amarela não representar na situação atual uma ameaça para a saúde pública internacional, é um risco para Angola e para a República Democrática do Congo.
A OMS recomendou o reforço da vigilância, vacinações e a promoção da mobilização das comunidades para prevenir o aumento da doença.