Mundo
Suspeito dos ataques em França continua cercado em Toulouse
A polícia francesa continua a cercar um apartamento em Toulouse, onde está entrincheirado o suspeito dos ataques que vitimaram sete pessoas nos últimos dias. Trata-se de um cidadão francês de origem argelina que afirma pertencer à al-Qaeda. O homem, que diz ter agido para vingar as “crianças palestinianas” e as ações militares da França no Afeganistão, começou por oferecer resistência e feriu ligeiramente dois polícias. Ao princípio da tarde chegou a circular a notícia de que o suspeito se teria rendido, mas a informação foi prontamente desmentida pelo ministério do Interior e por fontes do palácio do Eliseu.
O homem de 23 anos, identificado como Mohammed Merah, está cercado num apartamento do rés-do chão de um prédio de quatro andares, entretanto evacuado pela policia.
É suspeito de ter morto a tiro três crianças e um adulto, junto a uma escola judaica na segunda feira, e de ter abatido três militares paraquedistas em dois ataques separados, ocorridos na semana passada na região de Toulouse.
As últimas informações dão conta de que foram encontrados explosivos durante as buscas efetuadas no carro de um dos irmãos do suspeito.
Segundo fontes próximas do inquérito, o irmão em causa estará também comprometido com a ideologia do islamismo radical. As fontes não detalharam a natureza dos explosivos encontrados.
O presidente Sarkozy deslocou-se entretanto à zona do cerco onde contactou com as forças policiais e com os agentes feridos tendo-se retirado, sem fazer comentários à imprensa.
De madrugada, uma tentativa inicial da polícia para interpelar Mohammed Merah no seu apartmento acabou num tiroteio que feriu ligeiramente dois agentes, tendo um terceiro sido atingido no capacete. Testemunhas relataram também uma ou mais explosões.
A polícia deteve alguns familiares do presumível atirador e está neste momento a negociar a rendição deste .
Autoridades querem apanhar vivo o suspeito
"O nosso desejo é apanhá-lo vivo. Para que haja um bom funcionamento da justiça. Isso é imperativo para nós", disse o ministro do Interior, Claude Guéant que se encontra presente na cena.
“Ele diz ser um mujaeeden e pertencer à al-Qaeda “ adiantou o ministro do Interior.
O quarteirão foi cercado por policias equipados com coletes à prova de bala e capacetes, e estão em curso outras operações para localizar eventuais cúmplices.
A mãe do alegado terrorista, natural da Argélia, que foi um dos familiares detidos, recusou envolver-se nas negociações de rendição por, alegadamente, “ter pouca influência sobre o filho”.
Suspeito tem na casa um verdadeiro arsenal
Depois da chegada da policia, o suspeito atirou pela janela uma pistola de modelo Colt 45 como a que foi utilizada nos ataques, a troco de lhe ser fornecido um "walkie talkie" para comunicar com as autoridades. No entanto a polícia acredita que ele têm em seu poder outras armas.
Durante a manhã, o próprio suspeito afirmou que estava equipado com uma espingarda automática AK47 Kalashnikov e com uma pistola-metralhadora de marca UZI, além de várias pistolas ou revólveres.
Denunciado por um e-mail
Os investigadores chegaram até ao suspeito através de um e-mail enviado ao soldado que seria a primeira vítima mortal do atirador, em que o remetente petendia discutir a compra de uma scooter.
A mensagem, enviada a partir da conta internet de um irmão do alegado terrorista, marcava um encontro com o militar que acabou por ser morto.
O veículo em causa viria depois a ser utilizado nos ataques de quarta-feira contra a escola judaica Ozar Hatorah e contra os outros soldados paraquedistas na semana passada.
As autoridades descobriram também que Mohammed procurou os serviços de uma garagem de Toulouse para mudar a cor da scooter roubada depois dos primeiros dois ataques.
A imprensa francesa relaciona o suspeito com um grupo chamado Forsanne Alizza (Cavaleiros do Orgulho) que foi ilegalizado em janeiro.
Atirador tem laços com o Afeganistão e Paquistão
Segundo várias informações, o alegado atirador teria já sido detido uma vez em Kandahar no Afeganistão, o berço dos rebeldes Talibã, por delitos de direito comum, não relacionados com o terrorismo.
"Esta pessoa esteve várias vezes no Afeganistão e no Paquistão. Tem ligações com pessoas ligadas ao jihadismo e ao salafismo “ indicou à imprensa o ministro Claude Géant .
De acordo com o governo francês, desde há alguns anos que o suspeito vinha sendo alvo da atenção dos serviços secretos, mas nada levava a crer que pudesse estar prestes a cometer um ato desta natureza.
Funerais das vítimas judaicas tiveram lugar em Israel
O cerco a decorrer em Toulouse coincidou com os funerais das quatro vítimas da escola judaica que tiveram lugar em Israel.
Os corpos das tres crianças e do professor de religião foram transportados para Tel Aviv na terça-feira. O ministro francês dos Negócios Estrangeiros Alain Juppe deslocou-se a Israel e acompanhou os familiares das vítimas a Jerusalém.
O vice-ministro israelita dos negócios estrangeiros, Danny Ayalon felicitou entretanto Paris pela ação rápida das autoridades no inquérito às mortes de Toulouse e agradeceu pessoalmente ao ministro Juppe.
Serviços secretos israelitas em cooperação com franceses
“Pedi também ao sr. Juppe para transmitir ao presidente Nicholas Sarkozy os meus agradecimentos pelo minuto de silêncio que foi observado em todos os estabelecimentos de ensino franceses em memória das vítimas”, disse.
“Espero que os criminosos sejam rapidamente julgados. Os nosso serviços secretos estão a cooperar com os de França”, adiantou ainda Danny Ayalon. Sarkozy falou ao país
A meio da manhã, o presidente Nicholas Sarkozy dirigiu-se aos franceses a partir do Eliseu, para dar conta dos últimos acontecimentos e para felicitar as forças de segurança pela sua rápida ação.
Sarkozy, que disse ter já comunicado os últimos acontecimentos aos representantes das comunidades judaica e muçulmana de França, reunidos propositadamente em conjunto para sublinhar a necessidade da unidade nacional face ao terrorismo, apelou também a que não haja atos revanchistas ou de vingança que contribuam para fraturar a sociedade francesa.
Tese da extrema-direita revelou-se errónea
Caiu assim por terra a primeira tese de investigação, que se parecia desenhar ontem, que era a de uma ligação entre os ataques dos últimos dias e a extrema-direita nazi. As próprias autoridades já o saberiam, mas deixaram que a incerteza se mantivesse a fim de não prejudicar o inquérito policial.
O perfil das vítimas dos ataques parecia indicar motivos xenófobos. As pessoas que morreram na escola judaica, tinham todas dupla nacionalidade francesa/israelita, e os quatro soldados paraquedistas atingidos a tiro na semana passada tinham origem mahgrebina, à exceção de um deles que era natural das Antilhas. Três dos militares morreram e o quarto ficou gravemente ferido.
É suspeito de ter morto a tiro três crianças e um adulto, junto a uma escola judaica na segunda feira, e de ter abatido três militares paraquedistas em dois ataques separados, ocorridos na semana passada na região de Toulouse.
As últimas informações dão conta de que foram encontrados explosivos durante as buscas efetuadas no carro de um dos irmãos do suspeito.
Segundo fontes próximas do inquérito, o irmão em causa estará também comprometido com a ideologia do islamismo radical. As fontes não detalharam a natureza dos explosivos encontrados.
O presidente Sarkozy deslocou-se entretanto à zona do cerco onde contactou com as forças policiais e com os agentes feridos tendo-se retirado, sem fazer comentários à imprensa.
De madrugada, uma tentativa inicial da polícia para interpelar Mohammed Merah no seu apartmento acabou num tiroteio que feriu ligeiramente dois agentes, tendo um terceiro sido atingido no capacete. Testemunhas relataram também uma ou mais explosões.
A polícia deteve alguns familiares do presumível atirador e está neste momento a negociar a rendição deste .
Autoridades querem apanhar vivo o suspeito
"O nosso desejo é apanhá-lo vivo. Para que haja um bom funcionamento da justiça. Isso é imperativo para nós", disse o ministro do Interior, Claude Guéant que se encontra presente na cena.
“Ele diz ser um mujaeeden e pertencer à al-Qaeda “ adiantou o ministro do Interior.
O quarteirão foi cercado por policias equipados com coletes à prova de bala e capacetes, e estão em curso outras operações para localizar eventuais cúmplices.
A mãe do alegado terrorista, natural da Argélia, que foi um dos familiares detidos, recusou envolver-se nas negociações de rendição por, alegadamente, “ter pouca influência sobre o filho”.
Suspeito tem na casa um verdadeiro arsenal
Depois da chegada da policia, o suspeito atirou pela janela uma pistola de modelo Colt 45 como a que foi utilizada nos ataques, a troco de lhe ser fornecido um "walkie talkie" para comunicar com as autoridades. No entanto a polícia acredita que ele têm em seu poder outras armas.
Durante a manhã, o próprio suspeito afirmou que estava equipado com uma espingarda automática AK47 Kalashnikov e com uma pistola-metralhadora de marca UZI, além de várias pistolas ou revólveres.
Denunciado por um e-mail
Os investigadores chegaram até ao suspeito através de um e-mail enviado ao soldado que seria a primeira vítima mortal do atirador, em que o remetente petendia discutir a compra de uma scooter.
A mensagem, enviada a partir da conta internet de um irmão do alegado terrorista, marcava um encontro com o militar que acabou por ser morto.
O veículo em causa viria depois a ser utilizado nos ataques de quarta-feira contra a escola judaica Ozar Hatorah e contra os outros soldados paraquedistas na semana passada.
As autoridades descobriram também que Mohammed procurou os serviços de uma garagem de Toulouse para mudar a cor da scooter roubada depois dos primeiros dois ataques.
A imprensa francesa relaciona o suspeito com um grupo chamado Forsanne Alizza (Cavaleiros do Orgulho) que foi ilegalizado em janeiro.
Atirador tem laços com o Afeganistão e Paquistão
Segundo várias informações, o alegado atirador teria já sido detido uma vez em Kandahar no Afeganistão, o berço dos rebeldes Talibã, por delitos de direito comum, não relacionados com o terrorismo.
"Esta pessoa esteve várias vezes no Afeganistão e no Paquistão. Tem ligações com pessoas ligadas ao jihadismo e ao salafismo “ indicou à imprensa o ministro Claude Géant .
De acordo com o governo francês, desde há alguns anos que o suspeito vinha sendo alvo da atenção dos serviços secretos, mas nada levava a crer que pudesse estar prestes a cometer um ato desta natureza.
Funerais das vítimas judaicas tiveram lugar em Israel
O cerco a decorrer em Toulouse coincidou com os funerais das quatro vítimas da escola judaica que tiveram lugar em Israel.
Os corpos das tres crianças e do professor de religião foram transportados para Tel Aviv na terça-feira. O ministro francês dos Negócios Estrangeiros Alain Juppe deslocou-se a Israel e acompanhou os familiares das vítimas a Jerusalém.
O vice-ministro israelita dos negócios estrangeiros, Danny Ayalon felicitou entretanto Paris pela ação rápida das autoridades no inquérito às mortes de Toulouse e agradeceu pessoalmente ao ministro Juppe.
Serviços secretos israelitas em cooperação com franceses
“Pedi também ao sr. Juppe para transmitir ao presidente Nicholas Sarkozy os meus agradecimentos pelo minuto de silêncio que foi observado em todos os estabelecimentos de ensino franceses em memória das vítimas”, disse.
“Espero que os criminosos sejam rapidamente julgados. Os nosso serviços secretos estão a cooperar com os de França”, adiantou ainda Danny Ayalon. Sarkozy falou ao país
A meio da manhã, o presidente Nicholas Sarkozy dirigiu-se aos franceses a partir do Eliseu, para dar conta dos últimos acontecimentos e para felicitar as forças de segurança pela sua rápida ação.
Sarkozy, que disse ter já comunicado os últimos acontecimentos aos representantes das comunidades judaica e muçulmana de França, reunidos propositadamente em conjunto para sublinhar a necessidade da unidade nacional face ao terrorismo, apelou também a que não haja atos revanchistas ou de vingança que contribuam para fraturar a sociedade francesa.
Tese da extrema-direita revelou-se errónea
Caiu assim por terra a primeira tese de investigação, que se parecia desenhar ontem, que era a de uma ligação entre os ataques dos últimos dias e a extrema-direita nazi. As próprias autoridades já o saberiam, mas deixaram que a incerteza se mantivesse a fim de não prejudicar o inquérito policial.
O perfil das vítimas dos ataques parecia indicar motivos xenófobos. As pessoas que morreram na escola judaica, tinham todas dupla nacionalidade francesa/israelita, e os quatro soldados paraquedistas atingidos a tiro na semana passada tinham origem mahgrebina, à exceção de um deles que era natural das Antilhas. Três dos militares morreram e o quarto ficou gravemente ferido.