Tailândia elege primeira mulher para chefiar Governo

O partido da oposição tailandesa venceu as eleições com 261 dos 500 lugares no Parlamento, quando estão contados mais de 90 por cento dos votos. Yingluck Shinawatra, uma empresária de 44 anos, e recém-chegada às lides políticas, será a primeira mulher a ocupar o cargo na Tailândia. O atual primeiro-ministro já reconheceu a derrota e pediu “unidade e reconciliação”.

RTP /
Yingluck Shinawatra conduziu o partido que já foi liderado pelo irmão, agora no exílio Rungroj Yongrit, EPA

O Pheu Thai (Para Tailandeses), partido ligado ao ex-primeiro ministro exilado Thaksin Shinawatra, conseguiu a maioria no parlamento. Foi liderado pela sua irmã, Yingluck Shinawatra, que há dois meses se movia fora dos meandros políticos e nunca ocupou qualquer cargo público.

É a sexta liderança do país em seis anos. Yingluch prometeu tentar reconciliar o país, recuperar as políticas populistas do irmão e elevar os padrões de vida dos mais desfavorecidos. Uma das suas políticas é a amnistia para ofensas políticas, o que poderá resultar no regresso do irmão.

Thaksin Shinawatra foi derrubado em 2006 por um golpe militar e depois acusado de corrupção. Agora, fugido à justiça, vive no Dubai, sendo conhecida a sua vontade de voltar ao país natal.

A Tailândia assistiu desde 2008 a confrontos violentos entre os seus apoiantes, os camisas vermelhas, e os do partido atualmente no poder, os camisas amarelas.

O atual primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, já admitiu a derrota e felicitou o partido vencedor. “É agora claro pelos resultados das eleições que o partido Pheu Tai venceu as eleições e o Partido Democrata admite a derrota”, declarou o governante na televisão. “Quero ver unidade e reconciliação. Os democratas estão preparados para estar na oposição”, acrescentou.
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