Mundo
Tareq Aziz condenado à morte
Um tribunal do Iraque sentenciou à pena capital Tareq Aziz, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministro de Saddam Hussein. Actualmente com 74 anos e, ao que se diz, gravemente doente depois de ter sofrido um acidente vascular-cerebral, Aziz foi condenado à morte por enforcamento, ”pelo seu papel na eliminação dos partidos religiosos xiitas” durante o regime do ditador iraquiano.
A televisão oficial do Iraque relatou que Aziz foi condenado à morte juntamente com outro dois réus. O antigo ministro do interior Dadoun Shakir e o antigo secretário pessoal de Saddam Hussein Abed Hamoud.
O porta-voz do supremo tribunal criminal, Mohammed Abdul Sahib, não revelou em que data serão levadas a cabo as execuções. Os réus têm ainda o direito de apelar e as sentenças terão de ser confirmadas pelo concelho presidencial.
Em Março de 2009 Tareq Aziz já tinha sido sentenciado a 15 anos de cadeia por ter sido considerado cúmplice na execução de 42 mercadores e, cinco meses depois, a mais sete anos de prisão pelo seu papel na deslocação forçada das populações curdas durante o regime de Saddam.
O filho de Tareq Aziz que vive em Amman disse à BBC não ter ficado surpreendido com o veredicto de pena capital, mas insistiu que o seu pai é inocente das acusações.
“Querem matar toda a gente que pertenceu ao ex-Governo”, disse Ziad Aziz, “ele era um político, lidava com os média. Não lidava com a segurança”.
"Ódio visceral"Jim Muir, correspondente da BBC em Bagdade diz que, existe um ódio visceral por parte dos que actualmente detém o poder no Iraque, em relação ao regime de Saddam.
Saddam Hussein era um muçulmano sunita que esmagou todas as tentativas de estabelecer grupos políticos rivais nos anos oitenta e noventa. Em particular tomou com alvo os grupos xiitas, incluindo o partido Dawa, do qual o actual primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, é membro.
No entanto, Muir considera que muitas pessoas no Iraque não consideram que Aziz, (o único Cristão do regime) pertencesse ao círculo mais tenebroso dos colaboradores do ditador, e por isso, não é de excluir que surjam grupos de pressão a apelar à clemência.
A face externa do regimeTareq Aziz, o homem que durante vários anos o mundo se habituou a ver como a fachada externa do regime de Saddam Hussein rendeu-se às forças americanas em 2003, pouco depois da queda de Bagdade.
Em Agosto de 2010, numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, defendeu de forma resoluta Saddam Hussein, dizendo “a história mostrará que ele serviu o seu país”.
Na altura Aziz também criticou os planos de retirada do Iraque do presidente Barack Obama dizendo: “vai deixar o Iraque entregue aos lobos”.
O porta-voz do supremo tribunal criminal, Mohammed Abdul Sahib, não revelou em que data serão levadas a cabo as execuções. Os réus têm ainda o direito de apelar e as sentenças terão de ser confirmadas pelo concelho presidencial.
Em Março de 2009 Tareq Aziz já tinha sido sentenciado a 15 anos de cadeia por ter sido considerado cúmplice na execução de 42 mercadores e, cinco meses depois, a mais sete anos de prisão pelo seu papel na deslocação forçada das populações curdas durante o regime de Saddam.
O filho de Tareq Aziz que vive em Amman disse à BBC não ter ficado surpreendido com o veredicto de pena capital, mas insistiu que o seu pai é inocente das acusações.
“Querem matar toda a gente que pertenceu ao ex-Governo”, disse Ziad Aziz, “ele era um político, lidava com os média. Não lidava com a segurança”.
"Ódio visceral"Jim Muir, correspondente da BBC em Bagdade diz que, existe um ódio visceral por parte dos que actualmente detém o poder no Iraque, em relação ao regime de Saddam.
Saddam Hussein era um muçulmano sunita que esmagou todas as tentativas de estabelecer grupos políticos rivais nos anos oitenta e noventa. Em particular tomou com alvo os grupos xiitas, incluindo o partido Dawa, do qual o actual primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, é membro.
No entanto, Muir considera que muitas pessoas no Iraque não consideram que Aziz, (o único Cristão do regime) pertencesse ao círculo mais tenebroso dos colaboradores do ditador, e por isso, não é de excluir que surjam grupos de pressão a apelar à clemência.
A face externa do regimeTareq Aziz, o homem que durante vários anos o mundo se habituou a ver como a fachada externa do regime de Saddam Hussein rendeu-se às forças americanas em 2003, pouco depois da queda de Bagdade.
Em Agosto de 2010, numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, defendeu de forma resoluta Saddam Hussein, dizendo “a história mostrará que ele serviu o seu país”.
Na altura Aziz também criticou os planos de retirada do Iraque do presidente Barack Obama dizendo: “vai deixar o Iraque entregue aos lobos”.