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Telegramas revelam que os corpos das vítimas pobres do Titanic foram abandonados
Os corpos dos passageiros mais pobres do Titanic foram deixados no mar pela embarcação de resgate, de maneira a dar lugar às vítimas das classes mais altas, revelam telegramas descobertos recentemente.
Segundo o jornal britânico Daily Mail, os restos mortais dos passageiros de classe baixa foram deixados no mar, à ordem do oficial Frederick Larnder, de modo a dar lugar às vítimas de primeira e segunda classe. A mesma fonte acrescenta que o comandante do navio Mackay Bennett estava responsável por resgatar da água os corpos de mais de 300 passageiros.
Nas cartas trocadas entre a White Star Line, empresa de transportes marítimos proprietária do Titanic e a Larnder, lê-se que a decisão foi justificada devido à falta de espaço suficiente para todos os restos mortais.

Após o registo dos cadáveres, atendendo à sua classe social, o comandante do Mackay Bennett optou por deixar no mar os corpos da terceira classe e o de resgatar os das classes mais ricas, para serem devolvidos às famílias.
Depois do naufrágio do Titanic, e durante mais de cem anos, os documentos passaram por várias mãos, refere o ABC. Um ex-funcionário da Cunard Line, a empresa de transportes marítimos que adquiriu a White Star, guardou os documentos do navio, aproveitando as fragilidades económicas da empresa em 1934. Posteriormente passou-os à sua filha que os deu a um historiador especialista no Titanic, Charles Haas. Agora, vão ser leiloados.
“A coleção de documentos demonstra detalhadamente o quão difícil foi o processo de recuperação dos corpos. Os marinheiros demonstram um sincero nervosismo e pressão nas mensagens”, destacou Charles Haas.
“O número de mortos só foi registado depois dos marinheiros procurarem algo que lhes desse a indicação da sua classe social. 116 cadáveres foram lançados ao mar depois disso” acrescentou Haas.
Ninguém suspeitou que a informação fosse descoberta
Estes detalhes apenas foram revelados agora porque, oficialmente, a informação era de que tinham sido dadas ordens para serem retirados os restos mortais de todas as pessoas, independentemente das suas classes. Desde essa altura, ninguém suspeitou que essa ordem pudesse ter sido contrariada.
Segundo o especialista Andrew Albridge, a decisão de deixar os cadáveres das classes sociais mais baixas no mar foi tomada porque se pensava que nunca viria a ser descoberta.
“Eu acredito que os telegramas foram enviados a pensar que nunca viriam a ser tornados públicos, mas agora podemos analisá-los a partir de uma perspetiva mais moderna, a partir de 2017. O mundo era um lugar muito diferente em 1912. Havia uma grande estruturação de classes que, desde sempre, dava prioridade às pessoas ricas sobre as pobres, estivessem vivas ou mortas”, admitiu Albridge, em declarações ao ABC.
O naufrágio de um dos maiores navios da história ocorreu a 15 de abril de 1912 e registaram-se mais de 1.500 vítimas. A embarcação da equipa de resgate Mackay Bennet apenas conseguiu avistar os corpos de cerca de 300 vítimas, entre os dias 17 e 24 de abril.
Nas cartas trocadas entre a White Star Line, empresa de transportes marítimos proprietária do Titanic e a Larnder, lê-se que a decisão foi justificada devido à falta de espaço suficiente para todos os restos mortais.
Após o registo dos cadáveres, atendendo à sua classe social, o comandante do Mackay Bennett optou por deixar no mar os corpos da terceira classe e o de resgatar os das classes mais ricas, para serem devolvidos às famílias.
Depois do naufrágio do Titanic, e durante mais de cem anos, os documentos passaram por várias mãos, refere o ABC. Um ex-funcionário da Cunard Line, a empresa de transportes marítimos que adquiriu a White Star, guardou os documentos do navio, aproveitando as fragilidades económicas da empresa em 1934. Posteriormente passou-os à sua filha que os deu a um historiador especialista no Titanic, Charles Haas. Agora, vão ser leiloados.
“A coleção de documentos demonstra detalhadamente o quão difícil foi o processo de recuperação dos corpos. Os marinheiros demonstram um sincero nervosismo e pressão nas mensagens”, destacou Charles Haas.
“O número de mortos só foi registado depois dos marinheiros procurarem algo que lhes desse a indicação da sua classe social. 116 cadáveres foram lançados ao mar depois disso” acrescentou Haas.
Ninguém suspeitou que a informação fosse descoberta
Estes detalhes apenas foram revelados agora porque, oficialmente, a informação era de que tinham sido dadas ordens para serem retirados os restos mortais de todas as pessoas, independentemente das suas classes. Desde essa altura, ninguém suspeitou que essa ordem pudesse ter sido contrariada.
Segundo o especialista Andrew Albridge, a decisão de deixar os cadáveres das classes sociais mais baixas no mar foi tomada porque se pensava que nunca viria a ser descoberta.
“Eu acredito que os telegramas foram enviados a pensar que nunca viriam a ser tornados públicos, mas agora podemos analisá-los a partir de uma perspetiva mais moderna, a partir de 2017. O mundo era um lugar muito diferente em 1912. Havia uma grande estruturação de classes que, desde sempre, dava prioridade às pessoas ricas sobre as pobres, estivessem vivas ou mortas”, admitiu Albridge, em declarações ao ABC.
O naufrágio de um dos maiores navios da história ocorreu a 15 de abril de 1912 e registaram-se mais de 1.500 vítimas. A embarcação da equipa de resgate Mackay Bennet apenas conseguiu avistar os corpos de cerca de 300 vítimas, entre os dias 17 e 24 de abril.