Telemóveis passam a ficar fora das salas de aula em França

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A Assembleia Nacional Francesa aprovou, esta quinta-feira, a “proibição efetiva” de serem levados telemóveis para o interior das salas de aula. A decisão entra em vigor no próximo ano letivo para os alunos do ensino básico e secundário.

A nova lei foi descrita pelo ministro da Educação francês, Jean-Michel Blanquer, como uma “media detox”, que tem como objetivo combater a distração nas aulas e o bullying. Segundo os últimos dados franceses, mais de 90% das crianças francesas com 12 anos têm telemóveis.

Jean-Michel Blanquer afirma que "os telemóveis são um avanço tecnológico, mas não podem monopolizar nossas vidas". O ministro da Educação alerta para a crescente dependência nos dispositivos eletrónicos dizendo que “não podemos encontrar o nosso caminho num mundo tecnológico se não soubermos ler, escrever, contar, respeitar os outros e trabalhar em equipa".

A lei foi aprovada com os votos a favor do partido La République en Marche (LRM), do presidente Emmanuel Macron, Movimento Democrático e União dos Democratas e Independentes. Os outros partidos consideraram a medida “inútil” e um “embuste”, segundo o jornal francês Libération.

De acordo com a agência Reuters, os defensores da medida argumentam que o uso de smartphones pelos mais novos causou um aumentou do cyberbullying, facilitou o acesso a pornografia e prejudicou a interação social entre os jovens.

A forma como a lei é aplicada fica ao critério das escolas. Os alunos podem ser obrigados a colocar os telemóveis em bolsas específicas dentro das mochilas, permitindo o acesso em caso de emergências ou para uso pedagógico, ou proíbem totalmente o uso dos dispositivos, sob a pena de sanções.

Os professores, ainda que com menor peso, também estão incluídos nesta medida.

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