Telhados de edifícios e armazéns caem sob peso da neve na Polónia

Os telhados de vários edifícios e armazéns abateram hoje sob o peso do gelo acumulado, mas sem fazer vítimas, em regiões polacas onde a queda de neve foi ininterrupta ao longo do dia.

Agência LUSA /

A um mercado desactivado da cidade de Zabrze, no sul da Silésia, onde não se encontrava ninguém no momento do acidente, foram chamados os bombeiros sapadores, ajudados por cães, que inspeccionaram o local, revelou o porta-voz da corporação Jaroslaw Wojtasik.

Há uma dezena de dias em Chorzow, a escassos 12 quilómetros de Zabrze, morreram 63 pessoas ao desabar o telhado de um salão de exposições, também por causa do gelo acumulado.

Num supermercado em Jaworze, na mesma região, duas centenas de pessoas tiveram de ser retiradas do local quando foram detectadas rachas numa das paredes.

Em Zgierz, perto de Lodz (centro), o telhado de uma fábrica abandonada, com uma superfície de 200 metros quadrados, caiu hoje sem causar feridos, anunciaram os bombeiros.

Em Nidzica, na região norte da Mazuria, afundou-se igualmente o telhado de uma garagem de camiões que estava vazia, tal como ocorreu num aviário em Ilawa, onde morreram 5.600 perus.

No plano dos transportes, a circulação rodoviária está dificultada pelo piso escorregadio, varrido por rajadas de vento e neve, que têm provocado numerosas colisões. Nos aeroportos de Varsóvia e Wroklaw há atrasos na partida dos aviões. Só os comboios não têm tido por ora problemas.

A nova vaga de frio, com temperaturas de 10 graus negativos, matou nas últimas horas mais três pessoas na Polónia, elevando para 233 o número de óbitos desde o início do Inverno.

Na vizinha República Checa, o trânsito pelo posto fronteiriço de Zelezna Ruda/Bayrisch-Eisenstein (Alemanha) ficou reduzido a uma via devido à queda do telhado do edifício da guarda fiscal, onde se acumulara 1,3 metros de gelo, indicou a porta-voz policial Lenka Zubacka, augurando a continuação do mau tempo para quarta-feira.

Em Hranice (leste), o peso da neve levou ao colapso o telhado de uma unidade de produção de aço, causando prejuízos avaliados em 35.000 euros, disse a porta-voz das autoridades locais Michaela Sedlackova.

Na Alemanha, a cedência do telhado de um supermercado em Toging-am-Inn, vila bávara entre Munique e Salzburgo (Áustria), não chegou a ferir ninguém, embora uma dezena de pessoas em estado de choque tivesse de receber assistência psicológica.

A 02 de Janeiro, 15 pessoas morreram, na maioria crianças e adolescentes, quando veio abaixo, pelo peso da neve, a cobertura de um ringue de patinagem em Bad Reichenhall, Baviera.

Na Ucrânia há a lamentar 21 mortos nas últimas 24 horas, na maioria pessoas sem abrigo, elevando para 789 o número de óbitos devido ao frio desde 16 de Janeiro, informou o Ministério da Saúde.

Em todo o país, com temperaturas até 30 graus negativos, 7.800 pessoas pediram ajuda médica e 4.470 foram hospitalizadas desde a mesma data, precisa um comunicado oficial.

Finalmente, o Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU apelou hoje para a ajuda urgente de 110.000 arménios a viver sob condições extremas no sul do Cáucaso, sobretudo em áreas rurais, onde os mais afectados são cerca de 65.000 crianças e idosos.

Em Genebra, no quartel-general da organização, a porta-voz Christianne Berthiaume pediu à comunidade internacional 3,3 milhões de euros para acudir a desempregados e pobres necessitados de comida.

Na Arménia, a maioria da população subsiste com menos de dois euros diários e muitos lares não têm aquecimento.

O PAM quer ainda ajudar 125.000 tchetchenos e inguches, castigados por temperaturas de 16 graus negativos.


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