Mundo
Terramoto na Indonésia. Mulher paralítica resgatada com vida
A mulher de 84 anos, paralítica, esteve durante três dias debaixo dos escombros, após o terramoto que aconteceu na Indonésia no sábado passado. Autoridades falam em "milagre".
Uma mulher de 84 anos foi resgatada com vida, após estar soterrada durante três nos escombros.
O caso aconteceu na Nitunglea, na região de Sikka, na ilha de Flores, uma das zonas mais afetadas pelo terramoto que assolou a Indonésia, no passado sábado.
Paulina Pobi estava paralisada e, por isso, não se conseguia mexer, nem gritar, e foi essa a razão pela qual a mulher só foi encontrada na terça-feira, ou seja, quatro dias depois do terramoto.
O chefe da polícia da região de Sikka, Bambang Supeno, disse à imprensa local, que Paulina tinha sido retirada em segurança e transportada para o centro de saúde mais próximo, para receber tratamento médico.
Entretanto, um elemento da autoridade local, Rudolfus Ribaque, explicou à Agence France-Presse que a mulher se encontrava "bem de saúde, não sofreu nenhum ferimento. Estava apenas um pouco fraca porque não comia nem bebia nada há dias", acrescentou.
Entretanto, um elemento da autoridade local, Rudolfus Ribaque, explicou à Agence France-Presse que a mulher se encontrava "bem de saúde, não sofreu nenhum ferimento. Estava apenas um pouco fraca porque não comia nem bebia nada há dias", acrescentou.
"Parece irreal, quase um milagre", frisou.
A família estava convencida de que Paulina Pobi tinha sido salva e levada para um abrigo, no entanto, quando regressaram ao local na terça-feira, acabaram por encontrá-la sob os escombros das paredes de bambu desabadas da casa onde vivia.
Réplicas continuam cinco dias depois
Cinco dias depois do abalo de magnitude 7.7 que ocorreu na Indonésia, o país continua a registar fortes réplicas.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos voltou a registar ao final da noite desta quarta-feira, na Ilha das Flores, Indonésia, duas réplicas, de magnitude 5,8 e 5,7 na escala de Richter.
Uma delas foi sentida pelas 6h45 desta quinta-feira (23h45 de quarta-feira em Lisboa), no noroeste das Flores, a ilha no sul da Indonésia com cerca de dois milhões de habitantes.
Quatro horas depois, os sismógrafos voltaram a registar a segunda ocorrência, desta vez, a uma profundidade de dez quilómetros abaixo do leito marinho e a 32,3 quilómetros a nordeste de Ruteng.Após o terramoto de magnitude 7,7 que atingiu a ilha, entre sábado e quarta-feira a Agência Meteorológica da Indonésia já registou 3.002 réplicas com magnitudes que variaram entre 1,1 e 6,2.
Os últimos dados oficiais apontam para 73 mortos, 931 feridos e quase 60 mil pessoas desalojadas.
Saliente-se que a Indonésia está localizada no designado Anel de Fogo do Pacífico - uma zona com a forma de ferradura e com a extensão de 40 mil quilómetros.
Caracteriza-se por uma faixa de atividade sísmica e vulcânica frequentes que se estende desde o Japão, passando pelo Sudeste Asiático e pelo Pacífico.
c/ agências
Quatro horas depois, os sismógrafos voltaram a registar a segunda ocorrência, desta vez, a uma profundidade de dez quilómetros abaixo do leito marinho e a 32,3 quilómetros a nordeste de Ruteng.Após o terramoto de magnitude 7,7 que atingiu a ilha, entre sábado e quarta-feira a Agência Meteorológica da Indonésia já registou 3.002 réplicas com magnitudes que variaram entre 1,1 e 6,2.
Os últimos dados oficiais apontam para 73 mortos, 931 feridos e quase 60 mil pessoas desalojadas.
Saliente-se que a Indonésia está localizada no designado Anel de Fogo do Pacífico - uma zona com a forma de ferradura e com a extensão de 40 mil quilómetros.
Caracteriza-se por uma faixa de atividade sísmica e vulcânica frequentes que se estende desde o Japão, passando pelo Sudeste Asiático e pelo Pacífico.
c/ agências