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Terramoto no Nepal pode anunciar mais sismos violentos nos Himalaias
O poderoso e devastador terramoto de magnitude 7,8 que devastou o Nepal na manhã do dia 25 de abril, pode ser um prenúncio de futuros terramotos de grande magnitude na região do Himalaias. Uma zona sísmica que tinha sido relativamente tranquila durante séculos, dizem os especialistas.
O tremor de terra de magnitude 7,8, que assolou uma vasta região no Nepal, era há muito esperado naquela região do globo.
Segundo dados históricos sobre este tipo de fenómenos nesta região, o segmento tectónico que deu origem a este sismo não era registado desde 1344, de acordo com Laurent Bollinger, um geólogo francês da “France’s Alternative Energies et Atomic Energy Commission” (CEA).
Este sismo ainda teve a particularidade de se registar muito próximo da superfície terrestre, tendo o epicentro sido localizado a 15 quilómetros de profundidade. Ou seja, a placa tectónica indiana que desliza na zona sul do Tibete, encontra-se “praticamente” em contacto com a zona habitacional, representando um perigo adicional devido a uma menor dispersão das ondas sísmicas.

Esta placa tem registado uma deslocação média de 20 milímetros por ano no sentido sul–norte ao longo da falha principal dos Himalaias.
O problema surge quando a placa euroasiática choca contra a placa indiana e aumenta a pressão até a rocha da crosta terrestre perder a resistência e resultar numa fenda, provocando o tremor de terra.

Datas de sismos de grande magnitude registados na região (Imagem Google Earth)
As placas fechadas que estão na região do Nepal estão perto do ponto de ruptura há séculos, diz Vinod K. Gaur, um geofísico de Bangalore, co-autor de um artigo de ciência em 2001 em que alertava para a possibilidade de terramotos destrutivos nos Himalaias.
O tremor de Kathmandu pode ter lançado uma reacção em cadeia na falha sísmica central (FSC), numa região de cerca de 600 quilómetros ao sul de Nepal, abrangendo uma grande falha que tem estado “estranhamente” sossegada há pelo menos 500 anos.
Vários especialistas em sismologia concordam que a FSC está, de acordo com os estudos sísmicos da região, atrasada face a um mega-terramoto, superior a grau 8 de magnitude.

Muito embora os sismólogos considerem o último sismo, de 25 de abril, um fenómeno de grande intensidade, suspeitam que “este” não foi grande o suficiente para libertar a tensão acumulada na FSC.
Para libertar mais tensão, "seria necessário existirem alguns terramotos mais a oeste da falha," diz Bollinger, e, como tal não se prevê, o terramoto de 25 de abril bem pode anunciar mais sismos de grande intensidade.

“Quando uma parte de uma longa falha rompe”, diz Bollinger, “é como fazer um pequeno corte num pedaço de pano e esticá-lo. Isto cria pressão ao longo de bordas do rasgo e torna-a susceptível e rasga. E isto poderá acontecer ao longo da FSC, e o quando é impossível prever. Pode romper amanhã, ou pode romper daqui a 75 anos”.
No Nepal, entretanto, o número de mortos contabilizados já se encontra acima dos 3000 e o número final ainda não está encerrado, esperando a população e as autoridades que o mais grave desta catástrofe natural se tenha registado no passado sábado.
Segundo dados históricos sobre este tipo de fenómenos nesta região, o segmento tectónico que deu origem a este sismo não era registado desde 1344, de acordo com Laurent Bollinger, um geólogo francês da “France’s Alternative Energies et Atomic Energy Commission” (CEA).
Este sismo ainda teve a particularidade de se registar muito próximo da superfície terrestre, tendo o epicentro sido localizado a 15 quilómetros de profundidade. Ou seja, a placa tectónica indiana que desliza na zona sul do Tibete, encontra-se “praticamente” em contacto com a zona habitacional, representando um perigo adicional devido a uma menor dispersão das ondas sísmicas.
Esta placa tem registado uma deslocação média de 20 milímetros por ano no sentido sul–norte ao longo da falha principal dos Himalaias.
O problema surge quando a placa euroasiática choca contra a placa indiana e aumenta a pressão até a rocha da crosta terrestre perder a resistência e resultar numa fenda, provocando o tremor de terra.
Datas de sismos de grande magnitude registados na região (Imagem Google Earth)
As placas fechadas que estão na região do Nepal estão perto do ponto de ruptura há séculos, diz Vinod K. Gaur, um geofísico de Bangalore, co-autor de um artigo de ciência em 2001 em que alertava para a possibilidade de terramotos destrutivos nos Himalaias.
O tremor de Kathmandu pode ter lançado uma reacção em cadeia na falha sísmica central (FSC), numa região de cerca de 600 quilómetros ao sul de Nepal, abrangendo uma grande falha que tem estado “estranhamente” sossegada há pelo menos 500 anos.
Vários especialistas em sismologia concordam que a FSC está, de acordo com os estudos sísmicos da região, atrasada face a um mega-terramoto, superior a grau 8 de magnitude.
Muito embora os sismólogos considerem o último sismo, de 25 de abril, um fenómeno de grande intensidade, suspeitam que “este” não foi grande o suficiente para libertar a tensão acumulada na FSC.
Para libertar mais tensão, "seria necessário existirem alguns terramotos mais a oeste da falha," diz Bollinger, e, como tal não se prevê, o terramoto de 25 de abril bem pode anunciar mais sismos de grande intensidade.
“Quando uma parte de uma longa falha rompe”, diz Bollinger, “é como fazer um pequeno corte num pedaço de pano e esticá-lo. Isto cria pressão ao longo de bordas do rasgo e torna-a susceptível e rasga. E isto poderá acontecer ao longo da FSC, e o quando é impossível prever. Pode romper amanhã, ou pode romper daqui a 75 anos”.
No Nepal, entretanto, o número de mortos contabilizados já se encontra acima dos 3000 e o número final ainda não está encerrado, esperando a população e as autoridades que o mais grave desta catástrofe natural se tenha registado no passado sábado.