Timor-Leste vai ter hospital militar construído pela China anunciou PM timorense
O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, disse hoje que a China vai construir um hospital militar e formar médicos para diminuir a dependência de estabelecimentos hospitalares estrangeiros para tratamentos.
"Concordámos com uma oferta da China para construir um hospital militar nas traseiras do Ministério da Defesa e também para formar médicos, de modo a evitar que tenhamos de enviar repetidamente doentes para a Malásia", explicou Xanana Gusmão.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas após a reunião semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial.
O Conselho de Ministros aprovou quarta-feira o projeto de construção do hospital militar das forças de defesa timorense.
"O projeto prevê a construção de um hospital geral com capacidade para 100 camas, numa área de cerca de 10.500 metros quadrados, incluindo um edifício principal com oito pisos e vários edifícios de apoio", pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.
O hospital terá tecnologia moderna e vai estar preparado para prestar serviços de consultas externas, urgência, internamento, imagiologia, análises clínicas e cuidados intensivos.
Com a construção da nova unidade hospitalar, o Governo pretende complementar o Serviço Nacional de Saúde, melhorar a resposta a emergências, catástrofes e crises humanitárias e promover a formação e o desenvolvimento da medicina militar.
"Outro dos objetivos é reduzir a dependência de tratamentos médicos no estrangeiro e beneficiar igualmente a população civil, contribuindo para o reforço da capacidade nacional na área da saúde e para o desenvolvimento económico do país", acrescentou o Conselho de Ministros.
Nas declarações aos jornalistas, Xanana Gusmão recordou que, em julho de 2023, havia dívidas de 31 milhões de dólares (27,2 milhões de euros), entretanto pagas, relacionadas com tratamentos de saúde realizados no estrangeiro.
A China já financiou e construiu diversas infraestruturas em Timor-Leste, incluindo os edifícios do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, do Ministério da Defesa, do Quartel-General das forças de defesa, o Palácio Presidencial, entre outros.