Mundo
Tiragem de 5 milhões da última edição do News of the World
A última edição do seminário britânico News of the World teve uma tiragem de cinco milhões de exemplares. O tabloide, com 169 anos de história, acaba com um “Adeus e Obrigada” na sua primeira página. O encerramento do jornal foi decretado devido a um escândalo de escutas telefónicas.
O News of the World editava todos os domingos mais de 2,6 milhões de exemplares, no entanto por ser a sua última edição e por se esperar que se torne num objeto de coleção esta edição teve uma tiragem de cinco milhões.
O “Obrigado e Adeus” foi a despedida aos 7,5 milhões de leitores fiéis ao jornal e aparece sobre uma colagem de imagem de várias primeiras páginas de escândalos e furos noticiosos que marcam os quase 170 anos da publicação.
No verso está uma réplica da primeira edição, que foi publicada a 1 de outubro de 1843, e na página seguinte pode ler-se um resumo da história do News of the World.
“Registámos e fizemos história”, afirma o semanário que dedica grande parte da última edição à história do próprio jornal, incluindo um caderno central com a réplica de várias primeiras páginas.
No entanto, a última edição do News of the World ainda tem alguns furos, como a disciplina que André Villas-Boas, o novo trinador do Chelsea, impôs após o regresso dos jogadores ao trabalho na passada semana.
Escutas telefónicas ditaram o fecho do News of the World
O fecho do News of the World foi anunciado esta semana pela News Corporation, liderada pelo magnata norte-americano Rupert Murdoch, na sequência do escândalo de escutas telefónicas realizadas por jornalistas do semanário para obter informações.
Entre as várias escutas realizadas ilicitamente pelos jornalistas estão as realizadas à caixa de mensagens ao telemóvel da jovem Milly Dowler, uma jovem raptada e assassinada em 2002.
Os jornalistas depois de ouvirem as mensagens terão apagado algumas para que a caixa não ficasse cheia, dando uma falsa esperança aos familiares da jovem e complicando a investigação policial.
Um caso que criou uma indignação pública, incluindo alguns políticos e do próprio primeiro-ministro britânico, David Cameron, que anunciou a abertura de dois inquéritos públicos ao que se passou e à comunicação social em geral.
A polícia está a analisar 11 mil páginas do News of the World que incluem quatro mil nomes de potenciais alvos das escutas, que se sabe incluírem políticos, artistas e, provavelmente, familiares de vítimas dos atentados terroristas de 2005 (no metro londrino) e de soldados mortos no Afeganistão e no Iraque.
A informação de que foram feitos pagamentos à polícia ajudou ao escândalo e acabou por levar a que várias empresas retirassem a publicidade ao News of the World, acelerando a queda da publicação.
Oito pessoas foram detidas até agora, na sequência das investigações policiais, entre as quais Andy Coulson, diretor do News of the World entre 2003 e 2007 e antigo porta-voz de David Cameron enquanto líder do Partido Conservador e depois de eleito primeiro-ministro.
O “Obrigado e Adeus” foi a despedida aos 7,5 milhões de leitores fiéis ao jornal e aparece sobre uma colagem de imagem de várias primeiras páginas de escândalos e furos noticiosos que marcam os quase 170 anos da publicação.
No verso está uma réplica da primeira edição, que foi publicada a 1 de outubro de 1843, e na página seguinte pode ler-se um resumo da história do News of the World.
“Registámos e fizemos história”, afirma o semanário que dedica grande parte da última edição à história do próprio jornal, incluindo um caderno central com a réplica de várias primeiras páginas.
No entanto, a última edição do News of the World ainda tem alguns furos, como a disciplina que André Villas-Boas, o novo trinador do Chelsea, impôs após o regresso dos jogadores ao trabalho na passada semana.
Escutas telefónicas ditaram o fecho do News of the World
O fecho do News of the World foi anunciado esta semana pela News Corporation, liderada pelo magnata norte-americano Rupert Murdoch, na sequência do escândalo de escutas telefónicas realizadas por jornalistas do semanário para obter informações.
Entre as várias escutas realizadas ilicitamente pelos jornalistas estão as realizadas à caixa de mensagens ao telemóvel da jovem Milly Dowler, uma jovem raptada e assassinada em 2002.
Os jornalistas depois de ouvirem as mensagens terão apagado algumas para que a caixa não ficasse cheia, dando uma falsa esperança aos familiares da jovem e complicando a investigação policial.
Um caso que criou uma indignação pública, incluindo alguns políticos e do próprio primeiro-ministro britânico, David Cameron, que anunciou a abertura de dois inquéritos públicos ao que se passou e à comunicação social em geral.
A polícia está a analisar 11 mil páginas do News of the World que incluem quatro mil nomes de potenciais alvos das escutas, que se sabe incluírem políticos, artistas e, provavelmente, familiares de vítimas dos atentados terroristas de 2005 (no metro londrino) e de soldados mortos no Afeganistão e no Iraque.
A informação de que foram feitos pagamentos à polícia ajudou ao escândalo e acabou por levar a que várias empresas retirassem a publicidade ao News of the World, acelerando a queda da publicação.
Oito pessoas foram detidas até agora, na sequência das investigações policiais, entre as quais Andy Coulson, diretor do News of the World entre 2003 e 2007 e antigo porta-voz de David Cameron enquanto líder do Partido Conservador e depois de eleito primeiro-ministro.