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Tiros em Bissau junto ao Palácio Presidencial. Sissoco Embalô terá sido detido

Tiros em Bissau junto ao Palácio Presidencial. Sissoco Embalô terá sido detido

Há relatos de tiros de armas ligeiras e de guerra no centro da cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau. Há ainda a informação de que o presidente Umaro Sissoco Embaló terá sido detido.

RTP /
Patrick Meinhardt - AFP

O presidente cessante terá sido detido. A notícia está a ser avançada pela revista Jeune Afrique.

De acordo com uma página de Facebook associada ao presidente da República guineense, oficiais militares ligados à etnia balanta, maioritária na Guiné-Bissau, terão levado preso Umaro Sissoco Embaló.

Os relatos indicam que homens em uniformes militares assumiram o controlo da principal via de acesso ao palácio e será uma alegada tentativa de golpe de Estado que membros da sociedade civil e de partidos da oposição denunciam como sendo uma manobra do chefe de Estado para suspender o processo de contagem de votos das eleições presidenciais de domingo que lhe seria desfavorável.
Um porta-voz de Embaló, Antonio Yaya Seidy, disse à agência Reuters que homens armados não identificados atacaram a comissão eleitoral para impedir o anúncio dos resultados da votação, previsto para acontecer na quinta-feira.

A Guiné-Bissau ainda está a aguardar os resultados oficiais das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de domingo. Tanto Sissoco Embaló como o candidato da oposição, Fernando Dias, reclamaram a vitória na primeira volta.

O presidente em exercício reivindicou a vitória com 65 por cento dos votos, segundo sua própria contagem. Após a divulgação dos primeiros resultados, um contigente do exército terá entrado no Palácio Presidencial para deter o presidente Sissoco Embaló.

O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o Vice-Chefe do Estado-Maior e o ministro do Interior, Botché Candé, também terão sido presos.

Embaló procurava tornar-se o primeiro presidente em três décadas a conquistar um segundo mandato consecutivo na Guiné-Bissau.

Estas foram as primeiras eleições a realizarem-se sem o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido que liderou a luta pela independência de Portugal nas décadas de 1960 e 1970.

O PAIGC foi impedido de apresentar candidatos depois de as autoridades terem alegado que a documentação foi entregue fora do prazo.

Bissau já sofreu pelo menos nove golpes de Estado entre 1974, quando conquistou a independência, e 2020, quanto Embaló assumiu a presidência. A anterior eleição presidencial, em 2019, levou a vários meses de crise pós-eleitoral, com Embaló e o seu adversário, Simões Pereira, a reclamarem a vitória.
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