"Todos querem fazer parte". Trump lança em Davos Conselho da Paz para Gaza

Donald Trump aproveitou o Fórum Económico Mundial para o lançamento do Conselho da Paz, proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra em Gaza.

Inês Moreira Santos - RTP /
Denis Balibouse - Reuters

Antes da assinatura da "Carta do Conselho da Paz", ao presidente dos Estados Unidos juntaram-se, no palco do Fórum Económico Mundial, esta quinta-feira, os líderes mundiais dos países que aceitaram integrar o Conselho de Paz para Gaza, presidido pelo próprio Donald Trump.

A abrir o discurso de lançamento desta nova organização, Trump começou por referir que é um dia muito emocionante e que "todos querem fazer parte disto". Isto porque, segundo o presidente norte-americano, este Conselho de Paz vai trabalhar em conjunto com "muitos outros, incluindo as Nações Unidas".

"Tão dedicados estão à e para a paz e ao sucesso", disse, referindo-se aos países que se juntaram a este plano para a reconstrução e estabilização em Gaza.

Fazendo um resumo sobre o primeiro ano da sua Administração, à semelhança do que fez no discurso da véspera no Fórum Económico Mundial, considerou que, desde que assumiu a liderança na Casa Branca, "o mundo está mais rico, mais seguro, com mais paz do que estaria há um ano"."Apagámos imensos fogos de muitas guerras".

Sobre a guerra em Gaza, especificamente, Trump afirmou "estar a chegar ao fim", mas há "pequeno focos que terão de ser apagados" e que "cada vez apresentam menor dimensão". Alegando que os membros do Hamas "já nascem com armas na mão", o presidente dos EUA disse que terão de as entregar.

"Se não o fizerem, será o seu fim".

Donald Trump não tem dúvidas sobre o esforço do Governo norte-americano: "há um ano o mundo estava em chamas".
Além de Gaza, os Estados Unidos estão a "trabalhar para pôr fim a esta chacina na Ucrânia, numa guerra que não devia ter acontecido".

"Nunca teria acontecido se eu fosse presidente", adiantou. "Quando falava com Vladimir Putin, a Ucrânia era a menina dos seus olhos, mas nunca a teria invadido enquanto eu fosse presidente".
Trump preside a "grupo fabuloso"
Ainda a apresentar as próprias iniciativas de paz, Trump declarou que ainda esta quinta-feira serão apresentados "mais detalhes sobre o Conselho de Paz".

"É muito importante porque este Conselho pode ser um dos órgãos com uma importância mais substancial. (...) E foi uma honra para mim convidar-me a presidi-lo"
, assumiu, acrescentando que leva "muito a sério" este papel. "Temos um grupo fabuloso".

Trump afirmou que agora temos "paz no Médio Oriente". Em outubro passado, recordou, os Estados Unidos anunciaram um plano de paz para Gaza que foi "adotado de forma unânime pelo Conselho de Segurança da ONU".

"Assim que este conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas", disse Trump, acrescentando que a ONU tem um grande potencial que não foi totalmente aproveitado. "Há um enorme potencial nas Nações Unidas, e acho que a combinação do Conselho de Paz com o tipo de pessoas que temos aqui poderia ser algo muito, muito singular para o mundo".

No final do discurso em Davos, o residente norte-americano assinou a carta de criação dum Conselho da Paz.

“A carta está agora em vigor e o Conselho da Paz é agora uma organização internacional oficial”
, anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, na cerimónia, que contou com a presença de vários líderes que aceitaram o convite de Washington para participar no Conselho.

Pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo convidados concordaram em participar no Conselho de Paz, segundo avançou a Casa Branca na terça-feira, mas Trump convidu hoje todos os países a aderir à organização.
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