Tóquio diz que Pequim retirou a última boia chinesa da zona económica exclusiva japonesa

O Japão afirmou hoje que a China retirou a última boia colocada na Zona Económica Exclusiva (ZEE) japonesa, uma medida que poderá melhorar as relações entre Tóquio e Pequim.

Lusa /
Ritchie B. Tongo - EPA

Em dezembro, o Japão afirmou ter detetado uma nova boia chinesa na sua ZEE, a sul da ilha de Yonaguni, perto de Taiwan, e exigiu imediatamente a sua remoção.

As autoridades marítimas japonesas informaram hoje em comunicado que a boia já não se encontra no local.

Esta medida poderá ser um sinal da vontade de Pequim de melhorar as relações com Tóquio, segundo a imprensa japonesa.

"Prefiro não especular sobre as intenções da China", disse o porta-voz do Governo japonês, Yoshimasa Hayashi, quando questionado sobre a retirada.

Em julho de 2023, Pequim instalou uma boia adicional na ZEE japonesa perto de áreas disputadas, nomeadamente as ilhas Senkaku no Mar do Leste da China, controladas pelo Japão mas reivindicadas pela China sob o nome de Diaoyu.

Em fevereiro passado, a China retirou a boia da ZEE do Japão, segundo um porta-voz da guarda costeira japonesa.

Na terça-feira, Tóquio acusou igualmente Pequim de efetuar investigação científica marítima não autorizada na sua ZEE em torno da sua ilha mais a sul no Oceano Pacífico.

As relações entre o Japão e a China, já tensas devido a disputas históricas e territoriais, deterioraram-se recentemente, especialmente depois de Pequim ter proibido as importações de marisco japonês na sequência da libertação de água tratada da central nuclear de Fukushima em 2023.

As incursões militares chinesas regulares e o assassinato de um estudante japonês na China em 2024 também exacerbaram as tensões, alimentando uma deterioração da opinião pública japonesa em relação à China.

 

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