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Transladação. Queipo de Llano segue exemplo de Franco
Os restos mortais de Gonzalo Queipo de Llano, um general da ditadura franquista, serão transladados da Basílica de la Macarena, em Sevilha, para um columbário comum. A medida foi tomada para cumprir com a Lei de Memória Democrática da Andaluzia.
Primeiro Franco, agora Queipo de Llano. Os restos mortais do antigo general franquista, tido como responsável pelas mortes de mais de 50 mil pessoas durante o regime fascista espanhol, serão transladados.
O corpo de Queipo de Llano encontra-se na Basílica de la Macarena desde 1951, sendo que o edifício e a irmandade que nele habita foram fundados pelo próprio general. Ao seu lado descansa a mulher, Genoveva de Queipo de Llano.
Um columbário é uma construção funerária com vários compartimentos utilizada para depositar urnas.
Depois de anos de polémica sobre a presença do general na Basílica, os seus restos mortais poderão ser transladados para um columbário comum no mesmo templo, longe dos olhares dos fiéis e dos turistas. A notícia foi adiantada pelo jornal El País.
Este columbário seria construído de raiz, com cerca de 600 compartimentos.
José Antonio Fernández, irmão-maior da Irmandade da Macarena, já confirmou que no final deste mês irá propor ao conselho de administração da irmandade para que os restos mortais sejam transladados.
“Não posso transladar o corpo sem lhe dar uma saída digna, não seria cristão. A lei disse e a irmandade acata”, declarou José Fernández.
Família terá de aprovar
A transladação do corpo será feita de modo a cumprir com a Lei de Memória Histórica e Democrática da Andaluzia, aprovada em março de 2017, tal como noticia o jornal espanhol Público. A lei dita que todos os elementos contrários à memória democrática devem ser retirados, mesmo que estejam inseridos em espaços privados, pois, neste caso, a basílica é de uso público.
No entanto, ainda é necessário chegar a um acordo com os familiares de Gonzalo Queipo de Llano. Caso estes concordem com a mudança de local, a construção do columbário comum demorará algumas semanas.
Caso discordem da deslocação e a irmandade não se volte a pronunciar, uma comissão de especialistas informará a Junta de Andaluzia dentro de um mês se o túmulo do general deve ou não ser transladado para cumprir com a lei.
Apesar das semelhanças com a transladação dos restos mortais de Francisco Franco, do Valle de los Caídos, José Fernández considera que a comparação está fora de questão, visto a Basílica de la Macarena ser privada e ter carecido de fundos públicos, tal como é explicado no El País.
Entretanto - e depois da polémica da trasladação de Franco do Valle de los Caídos -, a coordenadora andaluza de Organizações Republicanas já convocou para a noite desta terça-feira uma “vigília anti-fascista” à porta da basílica, exigindo a deslocação do túmulo do general.
“Se até à manhã do dia 18 a Junta do Governo de Macarena não nos confirmar a transladação dos restos mortais de Queipo de Llano anunciaremos as medidas que vamos tomar a respeito do assunto”, declarou José Manuel García, porta-voz da coordenadora da República da Andaluzia.
O corpo de Queipo de Llano encontra-se na Basílica de la Macarena desde 1951, sendo que o edifício e a irmandade que nele habita foram fundados pelo próprio general. Ao seu lado descansa a mulher, Genoveva de Queipo de Llano.
Um columbário é uma construção funerária com vários compartimentos utilizada para depositar urnas.
Depois de anos de polémica sobre a presença do general na Basílica, os seus restos mortais poderão ser transladados para um columbário comum no mesmo templo, longe dos olhares dos fiéis e dos turistas. A notícia foi adiantada pelo jornal El País.
Este columbário seria construído de raiz, com cerca de 600 compartimentos.
José Antonio Fernández, irmão-maior da Irmandade da Macarena, já confirmou que no final deste mês irá propor ao conselho de administração da irmandade para que os restos mortais sejam transladados.
“Não posso transladar o corpo sem lhe dar uma saída digna, não seria cristão. A lei disse e a irmandade acata”, declarou José Fernández.
Família terá de aprovar
A transladação do corpo será feita de modo a cumprir com a Lei de Memória Histórica e Democrática da Andaluzia, aprovada em março de 2017, tal como noticia o jornal espanhol Público. A lei dita que todos os elementos contrários à memória democrática devem ser retirados, mesmo que estejam inseridos em espaços privados, pois, neste caso, a basílica é de uso público.
No entanto, ainda é necessário chegar a um acordo com os familiares de Gonzalo Queipo de Llano. Caso estes concordem com a mudança de local, a construção do columbário comum demorará algumas semanas.
Caso discordem da deslocação e a irmandade não se volte a pronunciar, uma comissão de especialistas informará a Junta de Andaluzia dentro de um mês se o túmulo do general deve ou não ser transladado para cumprir com a lei.
Apesar das semelhanças com a transladação dos restos mortais de Francisco Franco, do Valle de los Caídos, José Fernández considera que a comparação está fora de questão, visto a Basílica de la Macarena ser privada e ter carecido de fundos públicos, tal como é explicado no El País.
Entretanto - e depois da polémica da trasladação de Franco do Valle de los Caídos -, a coordenadora andaluza de Organizações Republicanas já convocou para a noite desta terça-feira uma “vigília anti-fascista” à porta da basílica, exigindo a deslocação do túmulo do general.
“Se até à manhã do dia 18 a Junta do Governo de Macarena não nos confirmar a transladação dos restos mortais de Queipo de Llano anunciaremos as medidas que vamos tomar a respeito do assunto”, declarou José Manuel García, porta-voz da coordenadora da República da Andaluzia.