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Transporte público grátis para prevenir abstenção nas legislativas de Macau

Transporte público grátis para prevenir abstenção nas legislativas de Macau

Os transportes públicos serão grátis em Macau em 14 de setembro, dia das eleições para o parlamento local, disse hoje o presidente da comissão eleitoral, para prevenir a abstenção após a desqualificação de duas listas.

Lusa /
Foto: Lusa

"No dia das eleições, 14 de setembro, das 08 horas às 22 horas, todos os passageiros poderão utilizar gratuitamente os autocarros públicos e o Metro Ligeiro", disse Seng Ioi Man.

A decisão foi tomada "para facilitar o exercício do direito de voto por parte dos eleitores", disse o presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), após uma reunião do órgão.

Seng disse que a comissão tomou "como referência a organização das eleições para a 2.ª Assembleia Legislativa", em 2001, e o 25.º aniversário da transição de administração de Macau, de Portugal para a China, celebrado em 20 de dezembro.

O magistrado também sugeriu que os empregadores disponibilizem transporte aos trabalhadores no dia 14 de setembro, "para que eles possam exercer o voto".

"Tanto os serviços públicos como privados (...) têm a obrigação de garantir que esses trabalhadores possam deslocar-se até a assembleia de voto para votar", acrescentou o presidente da comissão eleitoral.

Além disso, na véspera da votação, em 13 de setembro, a CAEAL vai realizar, em conjunto com serviços públicos, três "atividades de informativas na comunidade", acrescentou o magistrado.

O objetivo, explicou Seng, é "apelar de forma diversificada aos eleitores para se deslocarem às assembleias de voto" e recordar "a importância da votação através de espetáculos recreativos e culturais".

O presidente da comissão expressou confiança na votação, recordando que a campanha eleitoral, que arranca a 30 de agosto, não vai ter as "muitas restrições" impostas na última votação, em 2021, devido à pandemia de covid-19.

Seng recordou que, de acordo com a nova lei eleitoral, em vigor desde abril de 2024, "quem, publicamente, incitar os eleitores a não votar, votar em branco ou nulo, é punido com pena de prisão até três anos".

Há cinco anos, Macau registou a maior abstenção desde que foi criada a região chinesa (57,6%) e mais de 5.200 pessoas votaram em branco ou nulo, após a comissão eleitoral ter excluído cinco listas e 21 candidatos, 15 dos quais pró-democracia.

Este ano, concorrem à Assembleia Legislativa seis listas pelo sufrágio direto, menos oito do que em 2021 e o número mais baixo desde 1988, altura em que havia apenas cinco deputados escolhidos por votação direta.

A Comissão da Defesa da Segurança do Estado excluiu em julho todos os 12 candidatos de duas listas, considerando-os "não defensores da Lei Básica [a `mini-Constituição` de Macau] ou não fiéis" à região.

Seng Ioi Man recusou-se na altura a revelar os factos que levaram à exclusão, defendendo que isso poderia "representar certos riscos para a segurança nacional".

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