Três jornalistas iraquianos mortos num tiroteio
Três jornalistas iraquianos e o seu motorista foram mortos hoje num tiroteio, quando viajavam de carro perto da rica cidade petrolífera de Kirkuk (Norte), disse a polícia.
Os atacantes, armados com metralhadoras, abriram fogo quando conduziam atrás do carro que transportava os quatro homens ao início da tarde, na área de Rashad, 30 quilómetros a Dudoeste da Kirkuk, disse o general da polícia Sarhat Qadir.
Os mortos trabalhavam para a empresa de media independente Raad que publica vários semanários e revistas ligados à política, educação e artes e que são geralmente pró-governamentais. Foi o segundo ataque contra os media iraquianos em menos de uma semana.
A 03 de Maio, homens armados invadiram as instalações da estação de rádio independente Dijlah, uma rádio predominantemente sunita a ocidente de Bagdad, matando dois funcionários e ferindo cinco outros antes de bombardearem o edifício e tirarem a rádio do ar.
Os mortos de hoje foram identificados como o director da empresa, Raad Mutashar, dois jornalistas, Imad Abdul-Razzaq e Aqil Abdul-Qadir, e o seu condutor, Nibras Razzaq.
Mutashar, um xiita, era o chefe de redacção do jornal governamental em Kirkuk sob o regime do antigo ditador Saddam Hussein. Depois da invasão do Iraque liderada pelos norte-americanos, dirigia a Associação de Escritores de Kirkuk, após o que criou a sua própria empresa.
Abdul-Qadir também era um xiita mas Razzaq e Abdul-Razzaq eram sunitas.
Kirkuk, 290 quilómetros a norte de Bagdad, tem sido assolada por um aumento da violência com o influxo de militantes que fugiram depois da repressão que foi posta em marcha na capital para garantir a sua segurança.
Os jornalistas são alvos frequentes da violência no Iraque.
Sem incluir o ataque de hoje, a Comissão para a Protecção dos Jornalistas, com sede em Nova Iorque, registou 101 jornalistas e 38 funcionários de apoio mortos e 48 jornalistas raptados no Iraque.