Mundo
Três mortos na evacuação de navio de cruzeiro em Itália
Foram pelo menos três as pessoas que perderam a vida e outras catorze que ficaram feridas na operação de evacuação de um navio de cruzeiro que encalhou num banco de areia na ilha de Giglio, a sul da Toscânia em Itália.
A bordo do Costa Concordia seguiam 4.231 pessoas, incluindo passageiros e tripulação, numa viagem que se iniciou na passada sexta-feira em Civitavecchia, porto situado perto da capital italiana Roma, e aos seus passageiros estava prometido um cruzeiro no mediterrâneo que os havia de levar à Sicília, Sardenha e Espanha terminando a viagem em Marselha, França.
Os passageiros eram de várias nacionalidades sendo a italiana a que melhor estava representada com mil inscritos, logo seguida dos alemães com 500 e dos franceses com 160. Aos 3.200 passageiros somavam-se os mil tripulantes do imponente navio.
A viagem prosseguia normalmente com a vida a bordo característica destes passeios. Os salões de jantar estavam cheios de passageiros que jantavam. Sem qualquer pré-aviso, o navio embateu num banco de areia e imobilizou-se. O casco do cruzeiro ficou danificado e deixou entrar água.
"Costa Concordia"
Nacionalidade: Italiana
Dono: Costa Crociere S.p.A.
Estaleiro: "Fincantieri - Cantieri Navali Italiani S.p.A." - Trieste
Entrada em serviço: 17 de Julho de 2006 (5 anos)[1][2]
Status: Em Operação
Características gerais
Tonelagem: 114.5000 tons brutas[3]
Comprimento: 290 m
Largura: 35,5 m
Pontes: 17 (13 estão abertas aos passageiros)[3]
Velocidade: 21,5 nós (cruzeiro) - 23 nós (máxima)[4]
Complemento: 3.780 passageiros, 1.110 tripulantes
1.500 cabines
Porto de registro: Genova, Itália
Como é natural nestas circunstâncias e dado o inesperado da situação registaram-se cenas de pânico a bordo. Algumas pessoas optaram por se mandar ao mar.
Alguns passageiros do Costa Concordia citados pela France Press, referem que a tripulação do navio não foi eficiente a dar as instruções necessárias aos passageiros para as operações de evacuação que se iriam seguir.
Outros passageiros, citados pela agência ANSA, referiram "cenas dignas do Titanic" a bordo, que se seguiram á ordem de evacuação do navio, que terá causado algumas disputas entre as pessoas, choros e gritos, com alguns dos passageiros que tentavam entrar nos botes salva-vidas a caírem para o mar.
Cheios de frio, envergando todos fatos de noite como é tradicional nos jantares a bordo dos cruzeiros de turismo, os milhares de passageiros e de tripulantes viram a operação de evacuação marcada para as 17h00 de sábado.
Alguns tripulantes percorreram todas as cabines do navio em busca de eventuais sobreviventes.
Helicópteros destacados para o local procederam às operações de retirada de pessoas e pelo menos 50 passageiros foram evacuados desta forma. Foram escolhidas as cinquenta que se encontravam em situação mais problemática.
Da evacuação do Costa Concordia, para além do grande susto e de uma recordação negativa de que nunca mais se irão esquecer, fica para a história a perda de três vidas humanas e o registo de 14 pessoas feridas.
Acolhidos pelos habitantes de Giglio
Na ilha de Giglio para onde foram levados os passageiros do Costa Concordia, as autoridades locai apelaram à população para prestar a ajuda necessária no acolhimento aos passageiros do cruzeiro.
Ilha de Giglia
País.......... Itália
Região.......Toscânia
Província....Grosseto
Área total ..23.80 km2
Elevação.....405 m
População...1,458
Densidade...61,3/km2
Os residentes abriram as portas de suas casas e receberam os viajantes, assim como vários centros desportivos e a pequena igreja da localidade e serviram de abrigo.
As várias centenas de habitantes que habitam a ilha durante o inverno ofereceram alimentos e deram o conforto às muitas pessoas que chegavam à ilha.
Algumas lojas abriram as portas durante a noite e a população cedeu cobertores e roupas para que os passageiros do basco encalhado não passassem frio.
Demora no socorro
Vários passageiros do Costia Concordia queixaram-se da grande lentidão das equipas de socorro. Alguns disseram mesmo ter esperado 1h30 para deixar o navio.
Alguns membros da tripulação confessaram que o capitão da embarcação tinha o perfeito conhecimento da gravidade da situação "e não fez o que devia ser feito".
Referindo-se aos eventuais atrasos no salvamento, a Capitania dos Porto de Grosseto, que tem a jurisdição marítima da região de Giglio, anunciou a abertura de uma investigação.
O capitão de corveta, Emilio do Santo, admitiu os atrasos denunciados pelos passageiros do navio de cruzeiro.
Os passageiros eram de várias nacionalidades sendo a italiana a que melhor estava representada com mil inscritos, logo seguida dos alemães com 500 e dos franceses com 160. Aos 3.200 passageiros somavam-se os mil tripulantes do imponente navio.
A viagem prosseguia normalmente com a vida a bordo característica destes passeios. Os salões de jantar estavam cheios de passageiros que jantavam. Sem qualquer pré-aviso, o navio embateu num banco de areia e imobilizou-se. O casco do cruzeiro ficou danificado e deixou entrar água.
"Costa Concordia"
Nacionalidade: Italiana
Dono: Costa Crociere S.p.A.
Estaleiro: "Fincantieri - Cantieri Navali Italiani S.p.A." - Trieste
Entrada em serviço: 17 de Julho de 2006 (5 anos)[1][2]
Status: Em Operação
Características gerais
Tonelagem: 114.5000 tons brutas[3]
Comprimento: 290 m
Largura: 35,5 m
Pontes: 17 (13 estão abertas aos passageiros)[3]
Velocidade: 21,5 nós (cruzeiro) - 23 nós (máxima)[4]
Complemento: 3.780 passageiros, 1.110 tripulantes
1.500 cabines
Porto de registro: Genova, Itália
Como é natural nestas circunstâncias e dado o inesperado da situação registaram-se cenas de pânico a bordo. Algumas pessoas optaram por se mandar ao mar.
Alguns passageiros do Costa Concordia citados pela France Press, referem que a tripulação do navio não foi eficiente a dar as instruções necessárias aos passageiros para as operações de evacuação que se iriam seguir.
Outros passageiros, citados pela agência ANSA, referiram "cenas dignas do Titanic" a bordo, que se seguiram á ordem de evacuação do navio, que terá causado algumas disputas entre as pessoas, choros e gritos, com alguns dos passageiros que tentavam entrar nos botes salva-vidas a caírem para o mar.
Cheios de frio, envergando todos fatos de noite como é tradicional nos jantares a bordo dos cruzeiros de turismo, os milhares de passageiros e de tripulantes viram a operação de evacuação marcada para as 17h00 de sábado.
Alguns tripulantes percorreram todas as cabines do navio em busca de eventuais sobreviventes.
Helicópteros destacados para o local procederam às operações de retirada de pessoas e pelo menos 50 passageiros foram evacuados desta forma. Foram escolhidas as cinquenta que se encontravam em situação mais problemática.
Da evacuação do Costa Concordia, para além do grande susto e de uma recordação negativa de que nunca mais se irão esquecer, fica para a história a perda de três vidas humanas e o registo de 14 pessoas feridas.
Acolhidos pelos habitantes de Giglio
Na ilha de Giglio para onde foram levados os passageiros do Costa Concordia, as autoridades locai apelaram à população para prestar a ajuda necessária no acolhimento aos passageiros do cruzeiro.
Ilha de Giglia
País.......... Itália
Região.......Toscânia
Província....Grosseto
Área total ..23.80 km2
Elevação.....405 m
População...1,458
Densidade...61,3/km2
Os residentes abriram as portas de suas casas e receberam os viajantes, assim como vários centros desportivos e a pequena igreja da localidade e serviram de abrigo.
As várias centenas de habitantes que habitam a ilha durante o inverno ofereceram alimentos e deram o conforto às muitas pessoas que chegavam à ilha.
Algumas lojas abriram as portas durante a noite e a população cedeu cobertores e roupas para que os passageiros do basco encalhado não passassem frio.
Demora no socorro
Vários passageiros do Costia Concordia queixaram-se da grande lentidão das equipas de socorro. Alguns disseram mesmo ter esperado 1h30 para deixar o navio.
Alguns membros da tripulação confessaram que o capitão da embarcação tinha o perfeito conhecimento da gravidade da situação "e não fez o que devia ser feito".
Referindo-se aos eventuais atrasos no salvamento, a Capitania dos Porto de Grosseto, que tem a jurisdição marítima da região de Giglio, anunciou a abertura de uma investigação.
O capitão de corveta, Emilio do Santo, admitiu os atrasos denunciados pelos passageiros do navio de cruzeiro.