Três seguranças do Centro para a Estadia Temporária de Imigrantes agredidos

Três seguranças do Centro para a Estadia Temporária de Imigrantes agredidos

Três seguranças do Centro para a Estadia Temporária de Imigrantes (CETI), em Ceuta, foram atacados, tendo sido transferidos para o hospital universitário, devido aos golpes sofridos quando mediavam uma luta entre migrantes alojados naquelas instalações.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Reduan - EPA

Conforme noticiado pela UGT Ceuta num comunicado, os guardas foram atacados na segunda-feira após mediarem numa rixa entre residentes do CETI de origem subsaariana e marroquina, na qual mais pessoas participaram.

Os três guardas foram levados para o hospital com ferimentos nos pulsos e costelas devido aos golpes, pelo que estão de baixa médica, enquanto um terceiro sofreu uma lesão no lábio.

O sindicato sublinhou que "a realidade do CETI mudou e os meios de segurança também têm de mudar, pelo que perante a situação de superlotação e a chegada massiva de pessoas a Ceuta, pedimos que os serviços de segurança do CETI sejam reforçados e que sejam adotadas medidas para proteger tanto os vigilantes como o resto dos trabalhadores e residentes".

O sindicato realçou também que não se está "perante um pedido novo nem perante uma reação pontual depois de uma agressão", lembrando que tem vindo a avisar que "as condições em que o serviço está a ser desenvolvido, exigem mais efetivos, mais meios e um planeamento adequado da segurança".

De facto, a própria documentação do Ministério da Inclusão que regula o serviço de segurança do CETI reconhece expressamente que os vigilantes têm entre as suas funções intervir em lutas, ameaças e situações de violência, proteger os trabalhadores e residentes e realizar tarefas de contenção até à chegada das Forças e Corpos de Segurança quando ocorre um incidente que requer intervenção policial.

Por isso, a FeSMC UGT Ceuta considera "inaceitável que se pretenda enfrentar uma situação extraordinária com meios próprios de uma situação ordinária".

O sindicato exige ao Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações que adote de forma imediata as medidas necessárias para aumentar os efetivos de vigilância no CETI e que reveja o dimensionamento atual do serviço para o adaptar à realidade que se está a viver no centro.

Além disso, a FeSMC UGT Ceuta exige à empresa adjudicatária do serviço que garanta o cumprimento de todas as suas obrigações em matéria de segurança e prevenção de riscos laborais, proporcionando aos vigilantes os meios de defesa regulamentares e os equipamentos de proteção adequados aos riscos existentes, bem como os meios materiais e de comunicação necessários para poder pedir apoio e atuar em situações de emergência.

A segurança dos trabalhadores não pode depender de eles serem capazes de enfrentar, entre poucos, situações cada vez mais complexas e violentas, concluiu.

 

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