Três soldados britânicos dos "Black Watch" mortos em emboscada no Iraque
Três soldados do regimento escocês "Black Watch" morreram numa emboscada quarta-feira à noite a cerca de 30 quilómetros a sul de Bagdad, informou o secretário de Estado da Defesa, Adam Ingram.
Em Bruxelas, Blair disse que os "seus pensamentos estão com os Black Watch e as suas famílias", citado por um porta-voz do primeiro- ministro.
Numa comparência de última hora na Câmara dos Comuns, Ingram anunciou essas três mortes e disse que vários soldados foram feridos também nesse incidente, que qualificou como "sério" mas que não quis esclarecer completamente, até as famílias serem informadas.
A inesperada declaração do secretário de Estado ocorre depois de correspondentes dos media britânicos no Iraque terem informado de um ataque contra uma patrulha desse regimento por rebeldes iraquianos, numa zona de conflito a sul da capital iraquiana.
Segundo estas fontes, um veículo blindado de 30 toneladas terá sido atingido directamente por uma bomba que explodiu ao pé da estrada e que terá destruído as rodas dianteiras.
Um segundo veículo terá vindo em ajuda, mas foi lançado para a valeta por outra explosão, embora os seus ocupantes tenham conseguido recuperá-lo e reagrupar-se.
A cadeia britânica Sky News precisou que ficaram feridos oito soldados e que também morreu um tradutor.
O número de baixas britânicas desde o princípio da guerra, em Março de 2003, eleva-se já a 73.
O regimento "Black Watch" chegou esta semana à base de Camp Dogwood procedente da sua base habitual na zona de Bassorá a sul do Iraque, a pedido dos Estados Unidos, que solicitou reforços a fim de controlar os rebeldes de Fallujah.
Desde a sua chegada à base, o batalhão foi alvo de vários ataques com morteiros por rebeldes, embora até agora não se tivesse registado qualquer morte por ataque inimigo.
Um soldado britânico do mesmo regimento morreu a 29 de Outubro num acidente de viação a sul de Bagdad, a primeira baixa desde o reposicionamento de tropas britânicas.
Cerca de 8.500 soldados britânicos estão no Iraque.
A maioria dos britânicos opõe-se à decisão do primeiro-ministro Tony Blair de enviar tropas britânicas para a zona norte-americana, segundo uma sondagem divulgada a 27 de Outubro pelo jornal The Guardian.
A decisão de reposicionar as tropas foi considerada por uma larga parte da imprensa britânica como um "presente político" de Blair a George W. Bush antes das eleições presidenciais norte- americanas que decorreram terça-feira e deram a vitória ao presidente cessante.