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Tribunal de Malta absolve empresário do homicídio de uma jornalista
O empresário Yorgen Fenech conheceu a decisão no julgamento que chegou esta quarta-feira ao fim. Estava acusado de ordenar a morte da jornalista de investigação Daphne Caruana Galizia, em 2017.
O empresário foi julgado, na capital, Valeta, por cumplicidade no homicídio de Daphne Caruana Galizia e associação criminosa. O tribunal decidiu absolvê-lo das duas acusações, evitando uma pena que poderia chegar à prisão perpétua.
De acordo com a acusação, Fenech teria ordenado o atentado devido às informações que a jornalista recolhia sobre a corrupção política e empresarial em Malta, para uma investigação jornalística em curso.
As buscas tinham como alvo pessoas do círculo próximo do então primeiro-ministro, Joseph Muscat, a oposição e outros membros empresariais de Malta.
“Nove anos após o assassinato brutal de Daphne, as falhas institucionais que permitiram o seu homicídio continuam por resolver e por reformar”, mencionou a família da jornalista em comunicado.
“O nosso país falhou na proteção da vida de Daphne. Tem o dever para com ela de impedir que outras vidas sejam perdidas”, concluiu.
O empresário, que só em 2019 foi detido e indiciado pelos crimes em 2021, rejeitou todas as denúncias.
Vincent Muscat, conhecido no meio do crime organizado e sem qualquer relação com o ex-primeiro ministro apesar do apelido em comum, declarou-se culpado em 2021 pelo seu papel no assassinato e foi condenado a 15 anos de prisão.
De acordo com a acusação, Fenech teria ordenado o atentado devido às informações que a jornalista recolhia sobre a corrupção política e empresarial em Malta, para uma investigação jornalística em curso.
As buscas tinham como alvo pessoas do círculo próximo do então primeiro-ministro, Joseph Muscat, a oposição e outros membros empresariais de Malta.
“Nove anos após o assassinato brutal de Daphne, as falhas institucionais que permitiram o seu homicídio continuam por resolver e por reformar”, mencionou a família da jornalista em comunicado.
“O nosso país falhou na proteção da vida de Daphne. Tem o dever para com ela de impedir que outras vidas sejam perdidas”, concluiu.
O empresário, que só em 2019 foi detido e indiciado pelos crimes em 2021, rejeitou todas as denúncias.
Vincent Muscat, conhecido no meio do crime organizado e sem qualquer relação com o ex-primeiro ministro apesar do apelido em comum, declarou-se culpado em 2021 pelo seu papel no assassinato e foi condenado a 15 anos de prisão.
No ano passado, outros dois homens foram sentenciados a prisão perpétua, considerados cúmplices no homicídio.
A morte da jornalista de 53 anos, a 16 de outubro de 2017, na sequência da explosão de uma bomba no carro alugado que conduzia, chocou a Europa e desencadeou um escândalo político e judicial no país.
Em 2021, o Parlamento Europeu criou o Prémio de Jornalismo Daphne Caruana Galizia, destinado a "recompensar um jornalismo de excelência" e os "princípios fundamentais" da União Europeia.
A morte da jornalista de 53 anos, a 16 de outubro de 2017, na sequência da explosão de uma bomba no carro alugado que conduzia, chocou a Europa e desencadeou um escândalo político e judicial no país.
Em 2021, o Parlamento Europeu criou o Prémio de Jornalismo Daphne Caruana Galizia, destinado a "recompensar um jornalismo de excelência" e os "princípios fundamentais" da União Europeia.