Tribunal indiano condena dez rebeldes maoístas à morte

Tribunal indiano condena dez rebeldes maoístas à morte

Um tribunal especial indiano condenou à pena de morte dez membros da rebelião maoísta pelo seu papel numa emboscada em 2013 contra um comboio que provocou 27 mortos, incluindo dirigentes do um dos maiores partidos políticos do país.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Os dez acusados foram considerados culpados de vários crimes, entre eles conspiração criminosa e guerra contra o Estado, e condenados à morte por enforcamento, informou esta quarta-feira a Agência Nacional de Investigação indiana (NIA).

O Governo indiano declarou no final de março ter erradicado a insurreição maoista conhecida como "Naxalita", ativa há quase seis décadas e responsável por mais de 12.000 mortos.

Em maio de 2013, os rebeldes detonaram uma mina antes de disparar e lançar granadas contra veículos que transportavam em comboio dirigentes locais do Partido do Congresso, então no poder, de regresso de um comício político a 375 quilómetros a sul de Raipur, capital do Chhattisgarh.

Segundo a NIA, a investigação estabeleceu que os dez quadros maoistas participaram numa "conspiração criminosa" destinada a atacar e matar dirigentes do Partido do Congresso e membros das forças de segurança.

As execuções de penas de morte são raras na Índia. As últimas ocorreram em março de 2020, quando quatro homens foram enforcados após terem sido condenados pela violação e homicídio de uma jovem oito anos antes num autocarro em Nova Deli, um crime que causou forte comoção em todo o país.

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