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Tribunal israelita rejeita pedido de Netanyahu para adiar julgamento
Um tribunal israelita rejeitou, esta sexta-feira, o pedido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para adiar o seu depoimento no julgamento por corrupção. O tribunal considera que não existe "qualquer fundamento ou justificação" que possa justificar o adiamento ou cancelamento das audiências.
O advogado de Netanyahu tinha solicitado, na quinta-feira, o adiamento das audiências, previstas para serem retomadas na próxima semana, alegando que o primeiro-ministro precisava de se focar em “questões de segurança” após a guerra de 12 dias com o Irão.
O primeiro-ministro é "obrigado a dedicar todo o seu tempo e energia a abordar questões nacionais, diplomáticas e de segurança da maior importância", escreveu o advogado, Amit Hadad, num requerimento apresentado em tribunal.
No entanto, o tribunal distrital de Jerusalém recusou o pedido, considerando que "não apresenta, na sua forma atual, qualquer fundamento ou justificação detalhada que possa justificar o cancelamento das audiências".
O presidente norte-americano, Donald Trump, aliado e amigo de Netanyahu, também apelou, na quinta-feira, à anulação imediata do processo judicial, descrevendo-o como uma “caça às bruxas”.
"O julgamento de Bibi Netanyahu deveria ser CANCELADO, IMEDIATAMENTE, ou dado um Perdão a um Grande Herói, que tanto fez pelo Estado", escreveu Trump na rede social Truth Social. Benjamin Netanyahu está a ser julgado em Israel sob acusações de suborno, fraude e abuso de confiança em três casos distintos.
Num dos casos é acusado de receber ilicitamente prendas de luxo de empresários ricos em troca de favores políticos, e noutro de tentar chegar a um acordo de troca de favores com Arnon Mozes, editor do jornal israelita Yedioth Ahronoth.
No terceiro e mais grave, Netanyahu é acusado de favores regulatórios à gigante das telecomunicações Bezeq, cujo dono Shaul Elovitch também controlava o site de notícias Walla, em troca de uma cobertura noticiosa positiva deste sobre si e a sua família.
Netanyahu nega qualquer irregularidade, alegando que as acusações são fabricadas e parte de uma tentativa política de o afastar do poder.
O processo tem sido adiado constantemente desde que foi aberto, em maio de 2020, e tudo indica que não haverá veredicto pelo menos até ao próximo ano.
c/agências
O primeiro-ministro é "obrigado a dedicar todo o seu tempo e energia a abordar questões nacionais, diplomáticas e de segurança da maior importância", escreveu o advogado, Amit Hadad, num requerimento apresentado em tribunal.
No entanto, o tribunal distrital de Jerusalém recusou o pedido, considerando que "não apresenta, na sua forma atual, qualquer fundamento ou justificação detalhada que possa justificar o cancelamento das audiências".
O presidente norte-americano, Donald Trump, aliado e amigo de Netanyahu, também apelou, na quinta-feira, à anulação imediata do processo judicial, descrevendo-o como uma “caça às bruxas”.
"O julgamento de Bibi Netanyahu deveria ser CANCELADO, IMEDIATAMENTE, ou dado um Perdão a um Grande Herói, que tanto fez pelo Estado", escreveu Trump na rede social Truth Social. Benjamin Netanyahu está a ser julgado em Israel sob acusações de suborno, fraude e abuso de confiança em três casos distintos.
Num dos casos é acusado de receber ilicitamente prendas de luxo de empresários ricos em troca de favores políticos, e noutro de tentar chegar a um acordo de troca de favores com Arnon Mozes, editor do jornal israelita Yedioth Ahronoth.
No terceiro e mais grave, Netanyahu é acusado de favores regulatórios à gigante das telecomunicações Bezeq, cujo dono Shaul Elovitch também controlava o site de notícias Walla, em troca de uma cobertura noticiosa positiva deste sobre si e a sua família.
Netanyahu nega qualquer irregularidade, alegando que as acusações são fabricadas e parte de uma tentativa política de o afastar do poder.
O processo tem sido adiado constantemente desde que foi aberto, em maio de 2020, e tudo indica que não haverá veredicto pelo menos até ao próximo ano.
c/agências