Tribunal mantém propaganda polémica nas eleições do Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu manter os vídeos de propaganda eleitoral da campanha de Jair Bolsonaro com declarações negativas sobre Lula da Silva, proferidas pelo agora candidato a vice-presidente do antigo chefe de Estado brasileiro.
Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva já foram adversários políticos, mas agora concorrem juntos às eleições presidenciais dentro de 11 dias.
O atual candidato a vice-presidente de Lula tinha pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mandasse a campanha do presidente e candidato, Jair Bolsonaro, retirar a propaganda eleitoral feita com declarações de Alckmin em 2017 e 2018, nas quais se refere a Lula como "um preso condenado por corrupção", entre outras.
Na opinião de Alckimin, esta propaganda eleitoral devia ser considerada desinformação por estar descontextualizada.
O TSE negou o pedido e considerou que mudanças de posicionamento político "são naturais do jogo político".
Para o TSE, que aprovou por unanimidade a decisão da juíza Maria Cláudia, cabe ao eleitor "ponderar sobre os motivos que justificaram as alterações de posição dos candidatos".
A última sondagem divulgada pelo instituto Datafolha, na quinta-feira passada, mostrou que Lula da Silva tem 45% das intenções de voto para a primeira volta, contra 33% para Bolsonaro.
A eleição presidencial no Brasil tem a primeira volta marcada para 2 de outubro e a segunda, caso seja necessária, no dia 30.
Atualmente, dez candidatos disputam as presidenciais brasileiras: Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, Simone Tebet, Luís Felipe D`Ávila, Soraya Tronicke, Eymael, Leonardo Pericles, Sofia Manzano e Vera Lúcia.