Trinta milhões de pessoas em risco de contraírem elefantíase na Tanzânia
Cerca de 30 milhões de tanzanianos correm o risco de contrair elefantíase, uma doença no sistema linfático provocada pela picada de mosquito, advertiu hoje o vice ministro da Saúde da Tanzânia, Hussein Mwinyi.
Este número corresponde a cerca de 90 por cento da população da Tanzânia, país que lançou em 2000 um programa para erradicar a doença, para a qual existe cura.
No entanto, o programa, que incluía a melhoria de condições higiénicas, utilização de redes mosquiteiras tratadas e desinfestação de grandes áreas de reprodução de mosquitos, não tem conseguido inverter as estatísticas.
"Mais de 90 por cento da população corre um grande risco e a situação pode piorar", advertiu Hussein.
A elefantíase é provocada por parasitas transmitidos por mosquitos e atinge os vasos linfáticos, causando a dilatação exagerada das zonas afectadas, nomeadamente braços e pernas.
O aviso governamental foi feito depois de um levantamento efectuado em vários distritos da Tanzânia, nos quais foram encontrados mosquitos do tipo "culex" e "anopheles", transmissores da doença.
O grande movimento de pessoas pelo país facilita igualmente a transmissão da elefantíase, de acordo com o estudo.
O ministro disse que a Tanzânia está empenhada em eliminar a doença até 2015, numa campanha que custará cerca de 20 milhões de dólares norte-americanos (15,9 milhões de euros).