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Tropas de Ouattara falharam assalto final ao reduto de Laurent Gbagbo
As forças leais ao presidente-eleito da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, tentaram um assalto final contra a residência do líder rival, Laurent Gbagbo, mas fontes militares ocidentais em Abijan dizem que o ataque terá fracassado. O assalto seguiu-se ao fracasso das negociações com a ONU e com a França para obter a rendição de Gbagbo.
Falando sob a condição do anonimato, uma fonte militar ocidental, que vive perto do reduto de Gbagbo, disse à Reuters que as forças de Ouattara se estão a reagrupar depois de o ataque ao complexo presidencial ter falhado.
“Tanto quanto julgo saber, tentaram tomar a residência de Gbagbo esta manhã. O assalto falhou”, disse a fonte, adiantando que “não puderam ultrapassar a resistência das armas pesadas que ainda estão escondidas em vários pontos da residência, por isso retiraram para pensarem e fazerem planos”.
De manhã, um porta-voz do campo de Ouattara tinha dito que as tropas já tinham entrado no complexo presidencial e estavam “no processo” de prender Laurent Gbagbo.
Acredita-se que Gbagbo e a família estejam num bunker da residência, controlada por tropas leais. Aí se terão refugiado depois de as tropas do seu rival terem entrado em Abijan, apoiadas por ataques aéreos efetuados por helicópteros da ONU e da França.
Fortes combates em torno da residência presidencial
“A luta aqui é terrível, as explosões são tão fortes que o meu prédio está a abanar” disse à Reuters Alfred Kouasi, que vive perto da residência da Gbagbo. “Podemos ouvir tiros de armas automáticas e o estrondo de armas pesadas. Há tiroteios por todo o lado, Os carros correm em todas as direções, bem como os combatentes”, descreveu.
As testemunhas dizem ter visto tanques franceses nas ruas de Abijan, mas não é claro se participavam nos combates ou se apenas protegiam a residência do embaixador de França que se situa perto do palácio presidencial. Uma fonte do exército francês negou qualquer envolvimento nos atuais combates.
Gbago diz que ganhou as eleições presidenciais de novembro, apesar de as autoridades eleitorais terem declarado a vitória do candidato rival Alassane Ouatara. O presidente-cessante recusou-se a deixar a chefia do Estado, apesar de a ONU ter certificado os resultados eleitorais.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, disse que os combates foram retomados depois de terem falhado as negociações, encabeçadas pela Nações Unidas e pela França, para conseguir a partida do ex- presidente.
MNE francês: "Gbagbo não tem futuro"Juppé declarou ao parlamento de Paris que as conversações falharam “por causa da intransigência de Laurent Gbagbo. Anteriormente o MNE francês tinha dito que o ex-presidente da Costa do Marfim “não tinha futuro” e que era “absurdo” continuar a resistir.
"Gbagbo ainda tem pretensões. O que nós pedimos é que a sua segurança pessoal e a sua integridade física sejam garantidas", disse Juppé.
A França, antiga potência colonial da Costa do Marfim, tem estado fortemente envolvida nos esforços para conseguir o fim do impasse político e militar que há quatro meses tem refém este país africano.
Esta quarta-feira, em Nimes, o ministro francês da Defesa, Gérard Longuet, garantiu que a França se recusaria a intervir, se o Presidente-eleito, Alassane Ouattara apelasse a Paris para desalojar definitivamente Laurent Gbagbo do bunker onde está refugiado.
Segundo o jornal Le Monde, Gbagbo confirmara ontem por telefone que tinha solicitado um cessar-fogo, após o seu armamento ter sido destruído por ataques aéreos da França e das Nações Unidas.
"Não sou um kamikaze, amo a vida", disse ontem Gbagbo a um jornalista francês, citado pela AFP. "A minha voz não é a de um mártir, não procuro a morte, mas se a morte chegar, chegará."
“Tanto quanto julgo saber, tentaram tomar a residência de Gbagbo esta manhã. O assalto falhou”, disse a fonte, adiantando que “não puderam ultrapassar a resistência das armas pesadas que ainda estão escondidas em vários pontos da residência, por isso retiraram para pensarem e fazerem planos”.
De manhã, um porta-voz do campo de Ouattara tinha dito que as tropas já tinham entrado no complexo presidencial e estavam “no processo” de prender Laurent Gbagbo.
Acredita-se que Gbagbo e a família estejam num bunker da residência, controlada por tropas leais. Aí se terão refugiado depois de as tropas do seu rival terem entrado em Abijan, apoiadas por ataques aéreos efetuados por helicópteros da ONU e da França.
Fortes combates em torno da residência presidencial
“A luta aqui é terrível, as explosões são tão fortes que o meu prédio está a abanar” disse à Reuters Alfred Kouasi, que vive perto da residência da Gbagbo. “Podemos ouvir tiros de armas automáticas e o estrondo de armas pesadas. Há tiroteios por todo o lado, Os carros correm em todas as direções, bem como os combatentes”, descreveu.
As testemunhas dizem ter visto tanques franceses nas ruas de Abijan, mas não é claro se participavam nos combates ou se apenas protegiam a residência do embaixador de França que se situa perto do palácio presidencial. Uma fonte do exército francês negou qualquer envolvimento nos atuais combates.
Gbago diz que ganhou as eleições presidenciais de novembro, apesar de as autoridades eleitorais terem declarado a vitória do candidato rival Alassane Ouatara. O presidente-cessante recusou-se a deixar a chefia do Estado, apesar de a ONU ter certificado os resultados eleitorais.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, disse que os combates foram retomados depois de terem falhado as negociações, encabeçadas pela Nações Unidas e pela França, para conseguir a partida do ex- presidente.
MNE francês: "Gbagbo não tem futuro"Juppé declarou ao parlamento de Paris que as conversações falharam “por causa da intransigência de Laurent Gbagbo. Anteriormente o MNE francês tinha dito que o ex-presidente da Costa do Marfim “não tinha futuro” e que era “absurdo” continuar a resistir.
"Gbagbo ainda tem pretensões. O que nós pedimos é que a sua segurança pessoal e a sua integridade física sejam garantidas", disse Juppé.
A França, antiga potência colonial da Costa do Marfim, tem estado fortemente envolvida nos esforços para conseguir o fim do impasse político e militar que há quatro meses tem refém este país africano.
Esta quarta-feira, em Nimes, o ministro francês da Defesa, Gérard Longuet, garantiu que a França se recusaria a intervir, se o Presidente-eleito, Alassane Ouattara apelasse a Paris para desalojar definitivamente Laurent Gbagbo do bunker onde está refugiado.
Segundo o jornal Le Monde, Gbagbo confirmara ontem por telefone que tinha solicitado um cessar-fogo, após o seu armamento ter sido destruído por ataques aéreos da França e das Nações Unidas.
"Não sou um kamikaze, amo a vida", disse ontem Gbagbo a um jornalista francês, citado pela AFP. "A minha voz não é a de um mártir, não procuro a morte, mas se a morte chegar, chegará."