Trump a salvo e suspeito detido após tiroteio no jantar dos correspondentes da Casa Branca

Trump a salvo e suspeito detido após tiroteio no jantar dos correspondentes da Casa Branca

O atirador disparou uma espingarda contra um agente dos Serviços Secretos num posto de controlo no hotel Washington Hilton, antes de ser imobilizado e detido.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Bo Erickson - Reuters

O presidente norte-americano, Donald Trump, e a primeira-dama Melania Trump foram retirados do tradicional jantar de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, por agentes do Serviço Secreto na noite de sábado, depois de um homem ter disparado contra a equipa de segurança nas proximidades.

Um atirador foi detido, mas ainda não são conhecidos os motivos do alegado ataque. O suspeito vai comparecer em tribunal na segunda-feira, segundo a procuradora de Washington.

Depois deste incidente, Donald Trump falou aos jornalistas numa conferência de imprensa na Casa Branca e avançou que o agente atingido pelo atirador foi salvo pelo colete à prova de balas e que se encontra em "bom estado".

“Um homem irrompeu por um ponto de controlo com várias armas. Foi apanhado por corajosos membros dos Serviços Secretos que agiram prontamente”, declarou Donald Trump.

“Um dos agentes foi alvejado, mas salvou-se pelo facto de ter vestido um excelente colete à prova de bala. Foi alvejado de muito perto com uma arma muito poderosa. O colete cumpriu a sua função”.

O presidente adiantou ainda que “o homem foi capturado”. “Foram ao apartamento dele, penso que vive na Califórnia e é uma pessoa muito perturbada”, afirmou.

Questionado sobre se acredita que era o alvo do atirador, o presidente Trump disse achar que sim e afirmou que “essa gente é louca e nunca se sabe”.

Os investigadores “pensam que foi uma ação solitária”, acrescentou o líder norte-americano, dizendo que concorda com essa teoria. Para além de Donald e Melania Trump, também o vice-presidente JD Vance e outros membros do Governo dos EUA foram retirados do salão onde decorria o jantar.

Agentes do Serviço Secreto e de outras forças de seguranças entraram a correr no salão enquanto gritavam para as centenas de convidados se esconderem debaixo das mesas.

O salão, onde centenas de jornalistas, celebridades e líderes nacionais - incluindo o secretário da Defesa Pete Hegseth e o secretário de Estado Marco Rubio - aguardavam o discurso de Trump, foi imediatamente evacuado.

Membros da Guarda Nacional dos EUA posicionaram-se dentro do hotel enquanto as pessoas eram autorizadas a sair, mas não a regressar. A segurança foi também reforçada no exterior, com helicópteros a sobrevoar o edifício.

Num comunicado, o Serviço Secreto avançou que está a investigar o incidente, juntamente com a Polícia Metropolitana da capital dos Estados Unidos.

Donald Trump já sobreviveu a duas outras tentativas de assassinato desde 2024, num período de polarização política crescente nos Estados Unidos.
"Esta não é a primeira vez nos últimos anos que a nossa República é atacada por um potencial assassino que procurava matar", disse Trump na conferência de imprensa realizada na Casa Branca na noite de sábado.

O presidente considerou ainda que o incidente não está relacionado com a crise internacional, nomeadamente a guerra que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra o Irão, e assegurou que "isto não me vai fazer desistir de ganhar a guerra no Irão".
Suspeito tem 31 anos e mora na Califórnia

A procuradora de Washington, Jeanine Pirro, adiantou entretanto que o suspeito irá enfrentar duas acusações, de uso de arma de fogo durante um crime violento e de agressão a um agente federal com uma arma perigosa.

O homem ainda não foi formalmente identificado, mas dois agentes das forças de segurança disseram à agência de notícias Associated Press que se trata de Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente em Torrance, no estado da Califórnia.

O chefe interino da polícia de Washington disse que o suspeito transportava "uma espingarda, uma pistola e várias facas" quando tentou passar pelo controlo de segurança no átrio do Hotel Washington Hilton, onde decorria o jantar.

Jeffery Carroll confirmou que o homem agiu sozinho e que não há qualquer ameaça à segurança pública. "Neste momento, tudo indica que se tratava de um indivíduo sozinho, um atirador solitário", afirmou.

c/ agências
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