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Trump acusa China de interferir nas eleições de 2020. Pequim nega.
O presidente dos Estados Unidos vai pedir aos diretores dos Serviços Secretos e do FBI para investigar a China. Pequim já respondeu e assegura que o país não tinha interesse em interferir nas eleições de 2020.
Donald Trump dirigiu-se aos norte-americanos para acusar a China de ter obtido, de forma ilegal, o registo de perto de 220 milhões de eleitores.
O Presidente apontou o dedo a Pequim para dizer que tentaram impedir a sua reeleição em 2020, que acabou por ser ganha pelo democrata Joe Binden e salientou que a comunidade de informações norte-americana ocultou esses dados, durante o primeiro mandato (2017 e 2021).
Para Trump, o acesso aos dados dos eleitores revela “a maior violação de dados eleitorais da história”, disse durante o discurso que aconteceu na noite desta quinta-feira (madrugada de sexta, em Portugal).
O presidente norte-americano vai querer saber o que aconteceu e, por isso, já deu indicações aos diretores dos Serviços Secretos e do FBI para investigar a China.
Sem apresentar provas das acusações que fez a partir da Casa Branca, Donald Trump voltou a questionar a integridade do sistema eleitoral dos EUA e deu indicações ao Senado para aprovar a reforma eleitoral, com o nome 'Save America' (Salvar a América), antes das eleições intercalares, marcadas para o dia 3 de novembro.
Do lado de Pequim, as reações não demoraram a aparecer. A Reuters avança que o ministro dos negócios estrangeiros chinês, Wang Yi, disse que Pequim não tem “interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos”. Também a embaixada da China em Washington assegurou que "nunca interferiu e jamais interferirá nas eleições presidenciais dos EUA".
Durante quase 26 minutos de discurso, Trump assumiu que os EUA tem um sistema eleitoral “catastrófico” e frisou que nenhum país pode ser “grande” sem eleições “livres, justas e honestas”.
No discurso, Donald Trump enalteceu o bom momento económico dos EUA. Têm “mais dinheiro do que em qualquer outro momento da história do país” e por isso "nunca se viveu tão bem" no país.
Antes de Trump se dirigir à população, Kamala Harris, antiga vice-presidente acusou Trump de pretender “vender mentiras e teorias da conspiração” e acrescentiu: “as eleições de 2020 não foram roubadas. Nós vencemos e ele perdeu”, adiantou.
c/agências