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Trump adverte Taiwan contra qualquer declaração de independência
O aviso foi deixado numa entrevista televisiva gravada pouco antes do presidente norte-americano deixar Pequim. A visita de Donald Trump culminou com promessas de cumprimento de todos os acordos comerciais e o anúncio de uma visita de Xi Jinping aos Estados Unidos, durante o outono.
O presidente chinês aproveitou as reuniões com Trump para se pronunciar de forma particularmente firme sobre Taiwan.
Numa cimeira marcada pelo protocolo e elogios, Xi Jinping advertiu
Donald Trump de que as diferenças em torno da ilha autogovernada e reclamada por Pequim como parte do seu território, poderiam levar os
Estados Unidos e a China a choques ou conflitos.
O presidente norte-americano ouviu e deixou recados."Não queremos que alguém diga: 'Vamos declarar a
independência porque os Estados Unidos nos apoiam'", explicou Donald Trump.
"Não quero que alguém declare a independência e, sabe, depois tenhamos
de viajar 15 mil quilómetros para entrar em guerra", disse o presidente
norte-americano, segundo um excerto transmitido na sexta-feira pela Fox
News.
Trump admitiu também que ainda não tinha tomado qualquer decisão sobre a venda de
armas ao governo da ilha.
Os Estados Unidos são o maior apoiante não-oficial de Taiwan e o principal fornecedor de armas para garantir aos taiwaneses a possibilidade de defesa contra a China. Em dezembro, Trump autorizou um pacote de armamento no valor de 11 mil milhões de dólares (9,4 mil milhões de euros) à ilha, mas a entrega ainda não avançou.
Apesar dos avisos, a Administração Trump garante que mantém a sua proteção de Taiwan.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse à emissora norte-americana NBC News,
na quinta feira, que a política de Washington em relação a Taiwan
“permanece inalterada” e reiterou que seria “um erro terrível” a China
recorrer à força.Comércio bilateral e mais uma visita
No rescaldo da visita de Trump, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, anunciou que China e Estados Unidos concordaram em estabelecer um Conselho de Comércio e um Conselho de
Investimentos para resolverem eventuais desentendimentos sobre o acesso ao mercado nos produtos agrícolas.
O comunicado refere ainda que ambos os lados concordaram também em expandir o comércio bilateral "sob um quadro de redução tarifária recíproca".
As equipas dos dois países "estão ainda a consultar os detalhes relevantes e irão finalizar os resultados o mais rapidamente possível", concluiu o comunicado ministerial chinês.
As equipas dos dois países "estão ainda a consultar os detalhes relevantes e irão finalizar os resultados o mais rapidamente possível", concluiu o comunicado ministerial chinês.
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês anunciou ainda a visita oficial de Xi Jinping aos Estados Unidos, este outono, a convite de Donald Trump, sem contudo referir datas concretas, de acordo com a agência de notícias Xinhua.
O líder chinês vai fazer uma "visita de Estado aos Estados Unidos este
outono a convite do presidente norte-americano, Donald Trump", disse
Wang Yi.
c/agências