Trump anuncia trégua para ataques contra instalações energéticas. Zelensky diz desconhecer, mas pronto a aceitar
A Rússia e a Ucrânia concordaram com um cessar-fogo para os ataques contra infraestruturas energéticas dos dois países, anunciou hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump.
"A partir de agora, há um cessar-fogo energético [escrito em maiúsculas] na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambos os lados concordaram. Não o quebrem!", escreveu Donald Trump na sua rede Truth Social, sem adiantar mais pormenores.
O presidente ucraniano disse desconhecer qualquer acordo, mas acresenta à Axios que está pronto a aceitar um cessar-fogo. "O anúncio deste cessar-fogo foi uma novidade para mim. Mas, se os russos concordarem com um cessar-fogo energético, a Ucrânia concordará", declarou o líder ucraniano, segundo o jornalista Barak Ravid, do portal norte-americano, que publicou estas declarações na rede X.
Segundo o Axios, Zelensky reforçou que, se Trump negociou esta trégua com o Presidente russo, Vladimir Putin, então que o avisem.
"Digam-nos quando é que este cessar-fogo entrará em vigor: estamos prontos e aceitá-lo-emos", declarou.
O presidente francês afirma apoiar sem reserva o apelo a uma trégua energética, mas acrescenta que a Rússia tem recusando, intensificando os ataques a infraestruturas urcranianas. "A França continuará a apoiar a Ucrânia e o presidente Zelensky", reforça Emmanuel Macron. Também a presidente da Comissão Europeia saiu em apoio do líder ucraniano.
La France soutient sans réserve l'appel à une vraie trêve énergétique, à laquelle l’Ukraine est disposée. À ce stade la Russie continue de la refuser en intensifiant ces dernières heures encore ses frappes contre les infrastructures ukrainiennes. La France continuera de se tenir aux côtés de l'Ukraine et du Président Zelensky.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 11, 2026
Antes da mensagem do líder norte-americano, o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que está disposto a interromper os ataques contra refinarias da Rússia se Moscovo deixar de visar infraestruturas energéticas da Ucrânia.