Mundo
Trump apresenta novo plano de redução de impostos para as empresas
O plano de reforma fiscal apresentado pelo Presidente norte-americano esta quarta-feira propõe a redução da taxa de IRC de 35% para 20%, uma medida que favorece empresas e grandes empresários, bem como a redução de deduções e isenções. À imagem do que aconteceu com o novo plano de saúde, a Administração Trump corre o risco de ver mais um projeto-lei vetado pelo Congresso, tendo em conta a oposição dos democratas e a divisão existente no seio do Partido Republicano.
Se forem aprovadas pelo Congresso, as mudanças no sistema fiscal propostas por Donald Trump poderão ser as mais significativas das últimas décadas, uma vez que a última grande alteração abrangente ao nível tributário data de 1986.
O projeto de lei "Plano Unificado para Corrigir o nosso Código Fiscal Falido", apresentado esta quarta-feira, propõe a descida do IRC de 35% para 20%, o fim do imposto de sucessão e a redução de sete para três escalões de IRS: 12%, 25% e 35%.
O documento anuncia que se trata de uma redução que deixa o sistema tributário "pelo menos tão progressivo como o sistema atual, sem transferir o fardo das famílias com mais rendimentos para as famílias de menos rendimentos".
Na proposta com nove páginas, o Presidente norte-americano propõe também o aumento nas deduções fiscais para famílias com filhos e criar novas deduções para adultos independentes, incluindo pessoas idosas e doentes. Antes de apresentar a proposta, Trump tinha prometido reduzir a carga fiscal sobre a classe média. Em relação às empresas, o Presidente norte-americano prometeu reduzir a taxa de IRC até 15%, um valor abaixo do que agora surge no documento.
A proposta é bem acolhida pelos grandes empresários mas segundo revela a imprensa norte-americana, restam dúvidas sobre as reais reprecurssões e beneficios para a classe média. De tal forma que Trump fez questão de ressalvar que não seria beneficiário deste plano de tributação. No entanto, garante que não o livrou das acusações dos democratas, que aludiram aos negócios de Trump antes da entrada na Casa Branca.
"Se este quadro fiscal serve para ajudar a classe média, então a Trump Tower é uma casa de classe média. Esta proposta viola as promessas fiscal de Trump em como os mais ricos não ficariam a ganhar após a implementação do seu plano", acusou o senador democrata Ron Wyden.
E o défice?
O projeto-lei em causa foi preparado durante vários meses entre responsáveis da administração Trump e membros do Congresso norte-americano, num grupo de negociações que ficou conhecido por "Big Six", entre responsáveis da área económica e financeira do Governo, Senado e Câmara dos Representantes.
Uma das críticas apontadas ao documento refere-se ao facto de não explicar com detalhe como serão compensados estes cortes de forma a evitar um aumento drástico dos défices federais. Por exemplo, o plano não apresenta uma estimativa de custos destes cortes para a economia do país.
O jornal The New York Times cita vários responsáveis republicanos envolvidos no acordo, que garantem que o crescimento económico gerado por estes cortes poderá compensar a redução das taxas. Pat Toomey, um dos senadores que defende o documento, garante mesmo que o défice poderá cair com o novo quadro fiscal. O próprio Presidente garantiu durante a campanha eleitoral que uma revisão global dos impostos poderia levar a um crescimento económico na ordem dos 4% ao ano.
Segundo o mesmo jornal, um comité independente responsável pela avaliação de Orçamentos Federais estima que as políticas propostas por Trump custariam entre 2 biliões e 2,5 biliões de dólares ao fim de uma década.
A reforma fiscal apresentada hoje pelo Presidente acontece um dia depois de mais um fracasso na tentativa de substituir o Obamacare por uma nova lei de cuidados de saúde desenhada pela administração Trump, uma das principais promessas de campanha. Ao fim de nove meses na Casa Branca, a aprovação do novo plano continua a falhar, não obstante maioria que o partido Republicano detém na Câmara dos Representantes e no Senado.
Donald Trump já apelou aos Democratas para que votassem a favor do novo plano de tributação delineado pela presidência norte-americana, apesar das críticas de vários responsáveis do partido, que falam de uma ajuda "falsa" à classe média, uma vez que iria beneficiar sobretudo as classes mais altas.
"Espero que as pessoas tenham a coragem necessária para fazer isto. Dizem que a questão da lei de saúde foi difícil, mas não fazem ideia de como isto vai ser", disse o senador Bob Corker, em declarações ao Washington Post.
O projeto de lei "Plano Unificado para Corrigir o nosso Código Fiscal Falido", apresentado esta quarta-feira, propõe a descida do IRC de 35% para 20%, o fim do imposto de sucessão e a redução de sete para três escalões de IRS: 12%, 25% e 35%.
O documento anuncia que se trata de uma redução que deixa o sistema tributário "pelo menos tão progressivo como o sistema atual, sem transferir o fardo das famílias com mais rendimentos para as famílias de menos rendimentos".
Na proposta com nove páginas, o Presidente norte-americano propõe também o aumento nas deduções fiscais para famílias com filhos e criar novas deduções para adultos independentes, incluindo pessoas idosas e doentes. Antes de apresentar a proposta, Trump tinha prometido reduzir a carga fiscal sobre a classe média. Em relação às empresas, o Presidente norte-americano prometeu reduzir a taxa de IRC até 15%, um valor abaixo do que agora surge no documento.
A proposta é bem acolhida pelos grandes empresários mas segundo revela a imprensa norte-americana, restam dúvidas sobre as reais reprecurssões e beneficios para a classe média. De tal forma que Trump fez questão de ressalvar que não seria beneficiário deste plano de tributação. No entanto, garante que não o livrou das acusações dos democratas, que aludiram aos negócios de Trump antes da entrada na Casa Branca.
"Se este quadro fiscal serve para ajudar a classe média, então a Trump Tower é uma casa de classe média. Esta proposta viola as promessas fiscal de Trump em como os mais ricos não ficariam a ganhar após a implementação do seu plano", acusou o senador democrata Ron Wyden.
E o défice?
O projeto-lei em causa foi preparado durante vários meses entre responsáveis da administração Trump e membros do Congresso norte-americano, num grupo de negociações que ficou conhecido por "Big Six", entre responsáveis da área económica e financeira do Governo, Senado e Câmara dos Representantes.
Uma das críticas apontadas ao documento refere-se ao facto de não explicar com detalhe como serão compensados estes cortes de forma a evitar um aumento drástico dos défices federais. Por exemplo, o plano não apresenta uma estimativa de custos destes cortes para a economia do país.
O jornal The New York Times cita vários responsáveis republicanos envolvidos no acordo, que garantem que o crescimento económico gerado por estes cortes poderá compensar a redução das taxas. Pat Toomey, um dos senadores que defende o documento, garante mesmo que o défice poderá cair com o novo quadro fiscal. O próprio Presidente garantiu durante a campanha eleitoral que uma revisão global dos impostos poderia levar a um crescimento económico na ordem dos 4% ao ano.
Segundo o mesmo jornal, um comité independente responsável pela avaliação de Orçamentos Federais estima que as políticas propostas por Trump custariam entre 2 biliões e 2,5 biliões de dólares ao fim de uma década.
A reforma fiscal apresentada hoje pelo Presidente acontece um dia depois de mais um fracasso na tentativa de substituir o Obamacare por uma nova lei de cuidados de saúde desenhada pela administração Trump, uma das principais promessas de campanha. Ao fim de nove meses na Casa Branca, a aprovação do novo plano continua a falhar, não obstante maioria que o partido Republicano detém na Câmara dos Representantes e no Senado.
Donald Trump já apelou aos Democratas para que votassem a favor do novo plano de tributação delineado pela presidência norte-americana, apesar das críticas de vários responsáveis do partido, que falam de uma ajuda "falsa" à classe média, uma vez que iria beneficiar sobretudo as classes mais altas.
"Espero que as pessoas tenham a coragem necessária para fazer isto. Dizem que a questão da lei de saúde foi difícil, mas não fazem ideia de como isto vai ser", disse o senador Bob Corker, em declarações ao Washington Post.