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Trump confronta Maria em Porto Rico com Katrina em Nova Orleães
O Presidente norte-americano visitou Porto Rico duas semanas depois de a região ter sido afetada pelo furacão Maria. Numa viagem de menos de cinco horas, Donald Trump saudou o trabalho da sua Administração nos locais mais afetados e fez questão de apontar que o número de vítimas não ultrapassou o da tragédia do Katrina, em Nova Orleães.
Duas semanas depois da passagem do furacão Maria, Donald Trump visitou Porto Rico para se inteirar da situação na região. Com muitos elogios à atuação da sua Administração para resolver os problemas deixados pelas catástrofes naturais, o Presidente norte-americano acabou por desvalorizar o número de vítimas na ilha caribenha, ao arriscar uma comparação com o que aconteceu em Nova Orleães, atingida pelo Katrina.
“Qualquer morte é terrível”, começou por dizer Donald Trump,antes de comparar a morte de 16 vítimas (agora 34) às de uma “tragédia real” como o Katrina, que em 2005 devastou a cidade de Nova Orleães, no estado do Louisiana.
Apesar de dar nota máxima à sua administração no que toca à resposta aos estragos causados pelo furacão Maria, os responsáveis porto-riquenhos criticaram o Executivo de Trump por ter atuado de forma “lenta”.
Num contacto mais próximo com a população, Donald Trump visitou uma capela onde distribuiu alguns bens de primeira necessidade, com destaque para o momento insólito em que atirou rolos de papel absorvente a quem estava presente.
Dívida de Porto Rico fora de mão
Um dos outros pontos em destaque nas palavras de Donald Trump prende-se com a dívida de Porto Rico. O território sob jurisdição dos Estados Unidos apresenta uma bancarrota impagável de perto de 60 mil milhões de euros e Trump avisou que a dívida terá de ser saldada.
"Vamos ter de liquidar isso [a dívida]. Vocês vão dizer adeus a isso, não sei se é o Goldman Sachs, mas quem quer que seja pode despedir-se disso", revelou o Presidente norte-americano.
Os danos materiais na ilha de Porto Rico, após a passagem do furacão Maria, estão avaliados em 90 mil milhões de euros, e Donald Trump já pediu para ser criado um pacote de apoio monetário ao Congresso norte-americano.
Quezílias com porto-riquenhos
Um dos outros pontos a reter da visita de Donald Trump à ilha foi a relação distante que o Presidente dos Estados Unidos manteve com a presidente da Câmara de San Juan, a cidade mais populosa do território sob a jurisdição norte-americana.
Carmen Yúlin Cruz foi alvo das críticas de Donald Trump depois de acusar o Executivo norte-americano de “estar a matar os porto-riquenhos com a sua ineficiência”. Trump retorquiu e acusou a responsável de San Juan de apresentar “pobres índices de liderança”.
Os dois juntaram-se durante a visita de Donald Trump e as palavras do Presidente norte-americano sobre a dívida de Porto Rico e as comparações com o furacão Katrina não caíram bem a Carmen Yúlin Cruz.
Apesar das divergências entre ambos, a presidente da Câmara de San Juan revelou à imprensa que a subsequente reunião com empregados da Casa Branca acabou por ser produtiva.
“Acredito que finalmente que [a Casa Branca] tenha visto a ligação – ou falta dela – entre o que lhes era dado a ouvir e a realidade do que está a acontecer aqui”, concluiu Carmen Yúlin Cruz.
“Qualquer morte é terrível”, começou por dizer Donald Trump,antes de comparar a morte de 16 vítimas (agora 34) às de uma “tragédia real” como o Katrina, que em 2005 devastou a cidade de Nova Orleães, no estado do Louisiana.
Apesar de dar nota máxima à sua administração no que toca à resposta aos estragos causados pelo furacão Maria, os responsáveis porto-riquenhos criticaram o Executivo de Trump por ter atuado de forma “lenta”.
Num contacto mais próximo com a população, Donald Trump visitou uma capela onde distribuiu alguns bens de primeira necessidade, com destaque para o momento insólito em que atirou rolos de papel absorvente a quem estava presente.
Watch Trump throw paper towels into a crowd while visiting hurricane victims at a church in Puerto Rico pic.twitter.com/IYqrj7t7cd
— Business Insider (@businessinsider) 4 de outubro de 2017
Dívida de Porto Rico fora de mão
Um dos outros pontos em destaque nas palavras de Donald Trump prende-se com a dívida de Porto Rico. O território sob jurisdição dos Estados Unidos apresenta uma bancarrota impagável de perto de 60 mil milhões de euros e Trump avisou que a dívida terá de ser saldada.
"Vamos ter de liquidar isso [a dívida]. Vocês vão dizer adeus a isso, não sei se é o Goldman Sachs, mas quem quer que seja pode despedir-se disso", revelou o Presidente norte-americano.
Os danos materiais na ilha de Porto Rico, após a passagem do furacão Maria, estão avaliados em 90 mil milhões de euros, e Donald Trump já pediu para ser criado um pacote de apoio monetário ao Congresso norte-americano.
Quezílias com porto-riquenhos
Um dos outros pontos a reter da visita de Donald Trump à ilha foi a relação distante que o Presidente dos Estados Unidos manteve com a presidente da Câmara de San Juan, a cidade mais populosa do território sob a jurisdição norte-americana.
Carmen Yúlin Cruz foi alvo das críticas de Donald Trump depois de acusar o Executivo norte-americano de “estar a matar os porto-riquenhos com a sua ineficiência”. Trump retorquiu e acusou a responsável de San Juan de apresentar “pobres índices de liderança”.
Os dois juntaram-se durante a visita de Donald Trump e as palavras do Presidente norte-americano sobre a dívida de Porto Rico e as comparações com o furacão Katrina não caíram bem a Carmen Yúlin Cruz.
Apesar das divergências entre ambos, a presidente da Câmara de San Juan revelou à imprensa que a subsequente reunião com empregados da Casa Branca acabou por ser produtiva.
“Acredito que finalmente que [a Casa Branca] tenha visto a ligação – ou falta dela – entre o que lhes era dado a ouvir e a realidade do que está a acontecer aqui”, concluiu Carmen Yúlin Cruz.