Trump convida China e Israel para integrar `Junta da Paz`

O presidente norte-americano, Donald Trump, convidou a China e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para integrarem a denominada `Junta da Paz`, um colégio de personalidades mundiais para resolver conflitos, disse hoje fonte oficial israelita à agência noticiosa espanhola EFE.

Lusa /

Os presidentes russo, turco, argentino e paraguaio, respetivamente Vladimir Putin, Recep Erdogan, Javier Milei, e Santiago Peña, já tinham confirmado a receção de uma carta de Trump no mesmo sentido.

Fontes próximas do presidente francês, Emmanuel Macron, garantiram que convite semelhante foi recusado por a proposta do líder norte-americano ir além da situação na Faixa de Gaza e colocar problemas "sobre o respeito pelos princípios e a estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU), que não podem ser postos em causa".

A `Junta da Paz`, organismo idealizado pela Casa Branca para monitorizar a aplicação do plano de Paz para o conflito israelo-palestiniano, foi sancionado pelo Conselho de Segurança da ONU, mas registaram-se diversas opiniões da comunidade internacional no sentido de o mesmo poder vir a ser uma entidade concorrente das Nações Unidas, com o objetivo de defender os interesses de Washington.

Trump pretende presidir à referida junta, que terá uma comissão executiva composta pelo secretário de Estado (MNE) dos Estados Unidos da América (EUA), Marco Rubio, o enviado especial norte-americano para Gaza, Steve Witkoff, o empresário e genro do líder dos EUA, Jared Kushner, o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, o diretor do grupo de investimentos Apollo Global Management, Marc Rowan, o assessor de Trump Roberto Gabriel e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

Também já foram noticiados convites ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ao presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, ao rei da Jordânia, Abdallá II, ao primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e ao primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que foi um dos grandes defensores da candidatura de Trump ao prémio Nobel da Paz.

A China confirmou nesta terça-feira que recebeu dos Estados Unidos um convite para integrar o Conselho de Paz de Gaza promovido pelo presidente norte-americano, Donald Trump, embora tenha evitado esclarecer se aceitará a proposta ou a quem ela se dirigiria dentro da liderança chinesa.

Na conferência de imprensa diária do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, o seu porta-voz Guo Jiakun limitou-se hoje a indicar que "a China recebeu um convite da parte americana", sem oferecer mais detalhes sobre o conteúdo da proposta nem sobre os passos que Pequim poderá dar a seguir.

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