Trump defende ataques "mais cirúrgicos" contra o Hezbollah

Trump defende ataques "mais cirúrgicos" contra o Hezbollah

No mesmo dia em que Israel volta a atacar o Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor, os Estados Unidos pressionam o Irão. Donald Trump defende ataques "mais cirúrgicos" contra o Hezbollah no Líbano e reiterou que não exige a inclusão do país num acordo para pôr fim à guerra com o Irão.

RTP /
Nathan Howard - Reuters

O presidente norte-americano gaantiu que não vai levantar sanções a Teerão sem que haja um acordo de paz e explicou o que tem impedido o Irão de chegar a um entendimento.

"Gostaria de ver um ataque mais cirúrgico contra o Hezbollah. Penso que deveria ser mais cirúrgico", disse Trump numa entrevista ao canal NBC News, gravada na sexta-feira e transmitida hoje, afirmando querer "uma vida melhor" para o Líbano.

Numa entrevista publicada na quarta-feira pelo New York Post, Donald Trump confirmou que teve uma conversa tensa ao telefone com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu dois dias antes, durante a qual terá repreendido o seu aliado devido à ofensiva israelita no Líbano.

Questionado se exigia que o Líbano fizesse parte do acordo com o Irão, o líder republicano respondeu que não.

"De todo. Não exijo nada. Penso que gostariam que fosse esse o caso, mas eu não exijo nada", afirmou.

Donald Trump disse que gostaria de "separar" as discussões sobre o Líbano das negociações de um acordo com o Irão, enquanto Teerão pretende precisamente ligar os dois conflitos.

O Presidente Trump afirmou ainda, durante a entrevista, que o presidente sírio Ahmed Al-Chareh estava "pronto para ajudar" no Líbano.

"A Síria está a fazer um excelente trabalho para voltar aos eixos. Tem um muito bom líder. Tem um líder que realmente fez um bom trabalho em muito pouco tempo. E ele ficaria muito satisfeito por ajudar", disse à NBC.

Desde a destituição de Bashar al-Assad, em 2024, as novas autoridades islamistas em Damasco retomaram as relações diplomáticas com os Estados Unidos.

O antigo jihadista foi o primeiro dirigente sírio, desde a independência do país em 1946, a ser recebido na Casa Branca.

O Presidente sírio encontrou-se com Trump pela primeira vez na Arábia Saudita durante a digressão regional do líder norte-americano em maio.

 

C/Lusa

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