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Trump defende aumento do salário mínimo e de impostos para os ricos

Trump defende aumento do salário mínimo e de impostos para os ricos

O candidato do Partido Republicano às eleições norte-americanas defendeu este domingo que o salário mínimo deve subir e que os mais ricos devem pagar mais impostos. O empresário salientou, no entanto, que a decisão deverá caber a cada Estado, e não ao presidente dos Estados Unidos.

Ana Sanlez - RTP /
Jim Urquhart - Reuters

O presumível nomeado dos Republicanos às eleições de 8 de novembro assumiu este domingo, em entrevista à NBC, que o salário mínimo nos Estados Unidos é demasiado baixo, salientando porém que, caso seja eleito, não tomará a iniciativa de aumentá-lo, porque essa decisão deverá caber a cada Estado.

“Não sei como conseguem viver com 7,25 dólares por hora. Gostaria que houvesse um aumento mas prefiro deixar isso para cada Estado decidir. Não podemos esquecer que os Estados competem entre si”, explicou o multimilionário.

A posição de Trump representa uma viragem no discurso do candidato, que em novembro do ano passado defendia que os salários nos Estados Unidos eram “demasiado elevados”.

Num debate com os restantes candidatos republicanos, Trump defendeu que os Estados Unidos estavam a ser ultrapassados “em todas as frentes” e que o aumento do salário mínimo atrasava a competitividade do país.

Confrontado com essas declarações, Trump sublinhou que está “autorizado a mudar de opinião” porque “é preciso ser flexível”.
Mais ricos com mais impostos
Já no plano fiscal, a posição de Trump também sofreu uma reviravolta. O candidato admite que os termos do plano que submeteu durante a campanha, e que prevê a descida de impostos para a classe média, para as empresas e para os mais ricos, podem mudar quando chegarem à fase de negociação.
O programa defende a redução da taxa máxima de imposto de 39,6 por cento para 25 por cento. Mas Trump admitiu este domingo que, apesar da descida prevista no plano, quando a revisão for discutida “provavelmente os impostos vão subir”.

“Vou tentar manter tudo o que está no plano, mas o que quero mesmo é baixar os impostos para as empresas, porque somos os países com os impostos para empresas mais elevados do mundo. E também quero baixar os da classe média. Estou menos preocupado com os ricos”, assinalou.
Quem quer ser vice de Trump?
Entretanto mantém-se a especulação sobre quem será o escolhido para concorrer ao lado de Trump como vice-presidente. Em entrevista à CNN, o senador John McCain, nomeado pelos republicanos em 2008 contra Barack Obama, enumerou alguns possíveis candidatos.
McCain defende que o escolhido deve contribuir para unir as várias fações do partido, e que a senadora do Iowa Joni Ernst seria uma escolha “tremenda”. McCain considera ainda a escolha de Paul Ryan, o candidato à vice-presidência pelo Republicanos em 2012. “Foi útil à candidatura de Mitt Romney, mas não tenho a certeza que queira passar por tudo outra vez”, sublinhou o senador do Arizona. Ryan afirmou esta semana que “ainda não está preparado” para manifestar apoio a Trump na corrida à presidência.

Questionado sobre se estará ele próprio na corrida, McCain garante que não, por ter aprendido a lição à primeira.
O momento de viragem
A mais do que provável nomeação de Donald Trump como candidato à Casa Branca ainda não é um assunto pacífico no seio dos Republicanos. Segundo a CNN, a campanha de Ted Cruz considera que o momento de viragem aconteceu quando Marco Rubio rejeitou juntar-se à campanha de Cruz como candidato a vice-presidente. Os apoiantes do senador do Texas consideram que a união dos dois candidatos teria sido capaz de derrotar Donald Trump.

Já Trump admite ter consciência de que nunca conseguirá reunir o apoio de nomes importantes do partido Republicano, como Mitt Romney. “Tenho inúmeros apoios. Nunca vou conseguir o apoio de Romney. Ele desperdiçou a última eleição”, afirma Trump.

A próxima ronda das primárias nos Estados Unidos está marcada para esta terça-feira, nos Estados de Nebraska e West Virginia.
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