Mundo
Guerra no Médio Oriente
Trump diz que EUA vão controlar Estreito de Ormuz. Irão ameaça contra qualquer "interferência"
Em entrevista à Fox News, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos "provavelmente controlarão" o Estreito de Ormuz e que devem ser compensados por isso. Teerão reagiu e garante que não permitirá qualquer interferência "na gestão" desta hidrovia.
Após a segunda noite consecutiva de ataques contra o Irão, que voltaram a suspender a navegação no Estreito de Ormuz, o presidente norte-americano afirmou que os EUA se vão tornar "os guardiões" dessa importante via navegável.
“Vamos assumir o controlo”, começou por declarar numa entrevista por telefone no programa "Fox & Friends" da Fox News. "Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Vamos tornar-nos os guardiões do estreito. Talvez possamos chamar de ‘anjo da guarda do estreito’. E devíamos ser reembolsados por isso".
O bloqueio do estreito pelo Irão fez subir os preços da energia e aumentou as preocupações com a inflação global.
"Vamos protegê-lo. Vamos ser pagos para o proteger - muito dinheiro", disse ainda Trump. "Vamos ser reembolsados, porque as outras nações são muito ricas. Estão do nosso lado e não podemos esperar que o façamos de graça".
Declarações que surgem após Teerão ter reforçado a posição sobre o Estreito de Ormuz, na sequência dos últimos ataques durante a noite passada.
"O Estreito de Ormuz é território nosso", afirmou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão esta manhã, acrescentando que não permitirá que nenhum país "continue a interferência ilegal sobre ele".
Entretanto, o Comando Central dos EUA já tinha insistido que "o Irão não controla" o estreito.
Donald Trump insistiu ainda que Teerão voltou a quebrar o acordo que tinha firmado com Washington.
"Tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e depois quebraram-no. Quebram sempre. Já tivemos dez acordos com estas pessoas, por isso vamos atingi-los com muita força", prometeu.
Teerão não permite que “EUA interfiram na gestão"
As forças armadas iranianas já reagiram e garantem que “não permitirão que os EUA interfiram na gestão do Estreito de Ormuz”.
"Após advertências anteriores, não permitiremos que os Estados Unidos interfiram na gestão do Estreito de Ormuz", declarou um porta-voz do comando militar conjunto do Irão, citado pela imprensa iraniana.
A mesma fonte adiantou que as forças armadas "lidariam de forma decisiva com qualquer perturbação ou insegurança à passagem de navios comerciais e petroleiros(...) fora das rotas designadas do Irão e sem a permissão das forças armadas".
"Se a guerra se alastrar pela região, as chamas da guerra consumirão todos os países da região", disse ele.
“Vamos assumir o controlo”, começou por declarar numa entrevista por telefone no programa "Fox & Friends" da Fox News. "Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Vamos tornar-nos os guardiões do estreito. Talvez possamos chamar de ‘anjo da guarda do estreito’. E devíamos ser reembolsados por isso".
O bloqueio do estreito pelo Irão fez subir os preços da energia e aumentou as preocupações com a inflação global.
"Vamos protegê-lo. Vamos ser pagos para o proteger - muito dinheiro", disse ainda Trump. "Vamos ser reembolsados, porque as outras nações são muito ricas. Estão do nosso lado e não podemos esperar que o façamos de graça".
Declarações que surgem após Teerão ter reforçado a posição sobre o Estreito de Ormuz, na sequência dos últimos ataques durante a noite passada.
"O Estreito de Ormuz é território nosso", afirmou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão esta manhã, acrescentando que não permitirá que nenhum país "continue a interferência ilegal sobre ele".
Entretanto, o Comando Central dos EUA já tinha insistido que "o Irão não controla" o estreito.
Donald Trump insistiu ainda que Teerão voltou a quebrar o acordo que tinha firmado com Washington.
"Tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e depois quebraram-no. Quebram sempre. Já tivemos dez acordos com estas pessoas, por isso vamos atingi-los com muita força", prometeu.
Teerão não permite que “EUA interfiram na gestão"
As forças armadas iranianas já reagiram e garantem que “não permitirão que os EUA interfiram na gestão do Estreito de Ormuz”.
"Após advertências anteriores, não permitiremos que os Estados Unidos interfiram na gestão do Estreito de Ormuz", declarou um porta-voz do comando militar conjunto do Irão, citado pela imprensa iraniana.
A mesma fonte adiantou que as forças armadas "lidariam de forma decisiva com qualquer perturbação ou insegurança à passagem de navios comerciais e petroleiros(...) fora das rotas designadas do Irão e sem a permissão das forças armadas".
O porta-voz afirmou que qualquer cooperação ou apoio logístico aos EUA "será considerado um ato de guerra contra a soberania e a segurança nacional do Irão".
"Se a guerra se alastrar pela região, as chamas da guerra consumirão todos os países da região", disse ele.