Trump e Zelensky vão reunir-se na terça-feira à margem da Assembleia Geral da ONU

Trump e Zelensky vão reunir-se na terça-feira à margem da Assembleia Geral da ONU

O Presidente ucraniano deverá encontrar-se com o homólogo norte-americano na terça-feira, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, de acordo com uma fonte diplomática citada hoje pelas agências internacionais.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Shannon Stapleton - Reuters

O encontro está previsto para "terça-feira à tarde", precisou essa fonte em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP) em condição de anonimato, numa altura em que Washington retomou os seus esforços de mediação diplomática com o objetivo de encontrar uma solução para o fim do conflito na Ucrânia, que se prolonga desde 2022.

No domingo, Volodymyr Zelensky anunciou que iria encontrar-se com Donald Trump, após ter mantido uma "conversa importante" com o líder republicano.

"Falámos sobre muitas coisas. Concordámos em encontrar-nos em Nova Iorque, e o encontro poderá mudar muitas coisas", escreveu o chefe de Estado ucraniano nas redes sociais.

A mensagem surgiu após um ataque em grande escala com drones e mísseis lançado pela Ucrânia contra a Rússia no domingo que, segundo Kiev, atingiu a indústria petrolífera e centros logísticos de Moscovo.

Zelensky garantiu que há "ideias para desescalar" o conflito e para "abordar problemas fundamentais de segurança" com os Estados Unidos.

"Estamos prontos para dar passos importantes", acrescentou o Presidente ucraniano.

Durante essa conversa, o Presidente norte-americano mencionou a ideia de suspender os ataques ucranianos a instalações petrolíferas na Rússia.

"Não fez disso uma exigência. Apenas o mencionou. A questão foi abordada no âmbito das discussões sobre as medidas de desescalada" entre Kiev e Moscovo, precisou hoje a fonte anónima citada pela AFP.

Por seu lado, Trump afirmou também hoje na sua rede social Truth Social que a Rússia tinha "perdido o controlo da sua indústria de gasóleo devido à sua guerra com a Ucrânia".

A última vez que Zelensky e Trump estiveram juntos foi no final de julho, em Washington, por ocasião do funeral do político republicano Lindsey Graham.

Durante esse encontro, Zelensky tinha reiterado a necessidade de Kiev obter mísseis intercetores para reforçar a defesa aérea.

Posteriormente, o líder da Casa Branca considerou que os Estados Unidos deviam ter "muito cuidado" antes de autorizar a Ucrânia a produzir mísseis para os sistemas norte-americanos de defesa antiaérea Patriot.

"Estas armas são incríveis. Temos de ter muito cuidado antes de deixar alguém produzi-las", afirmou Trump, referindo-se também aos mísseis Tomahawk.

Desde então a Ucrânia tem estado cada vez mais vulnerável aos ataques de longo alcance russos com drones e mísseis balísticos, que têm provocado um aumento de mortes civis.

No início de setembro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington continuava a negociar com Kiev a concessão de licenças para produzir mísseis intercetores para os sistemas Patriot, mas avisou que, mesmo que se concretize, o processo levará anos.

"Isso está a ser negociado neste preciso momento, mas não é uma solução imediata", respondeu Rubio, quando questionado numa entrevista à estação Fox News sobre se opunha a que os Estados Unidos (EUA) concedessem essa licença à Ucrânia.

"Aumentar a produção, mesmo que se disponha de uma licença, é um processo que demora vários anos - o tempo necessário para construir essas fábricas - e trata-se de armas extremamente sofisticadas", adiantou Rubio no programa de rádio de Brian Kilmeade, na Fox News.

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