Trump lança "cartão dourado" para milionários obterem residência nos EUA

Trump lança "cartão dourado" para milionários obterem residência nos EUA

Trump acaba de lançar uma espécie de "cartão dourado" com vista a autorização de residência nos EUA. Tem um custo de um milhão de dólares.

Lusa /
Al Drago - Reuters

O Presidente norte-americano, Donald Trump, lançou hoje o processamento acelerado de autorizações de residência nos Estados Unidos a "pessoas qualificadas e verificadas" por um milhão de dólares (mais de 852 mil euros, ao câmbio atual).

"O cartão dourado Trump do Governo dos Estados Unidos já está aqui", assinalou o chefe de Estado nas redes sociais, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press.

Trump descreveu o programa como "um caminho direto para a cidadania para todas as pessoas qualificadas e verificadas".

A Casa Branca (presidência) explicou que em troca de um milhão de dólares e de mais 15 mil dólares em despesas de processamento, os requerentes entrarão num processo acelerado para receber a residência "em tempo recorde".

No momento do anúncio inicial da iniciativa, em fevereiro, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, afirmou que o visto dourado funcionaria como substituto do visto EB-5 reservado a investidores estrangeiros.

O `site` do Governo para requerer a nova autorização de residência tem o nome de Trump (https://trumpcard.gov/) e convida a "desbloquear a vida na América".

Surge depois um "cartão dourado" com imagens da cara de Trump, da estátua da Liberdade e de uma águia, com a assinatura do 45.º e 47.º Presidente dos Estados Unidos.

"O Trump Gold Card é um visto baseado na capacidade de um indivíduo de proporcionar um benefício substancial aos Estados Unidos", lê-se no `site`.

Além do "cartão dourado", também foram abertas inscrições para o "cartão platina", que custará cinco milhões de dólares (4,2 milhões de euros), além dos 15 mil dólares da taxa de processamento do Departamento de Segurança Interna.

A vantagem é que os estrangeiros que comprarem o Trump de platina "terão a possibilidade de passar até 270 dias nos Estados Unidos sem estarem sujeitos aos impostos americanos sobre rendimentos não americanos".

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