Trump quer reconstruir Gaza e transformá-la em riviera do Médio Oriente

O Hamas acusa Donald Trump de querer implementar um plano racista para erradicar a causa palestiniana. Uma reação do movimento radical às declarações do presidente norte-americano, que defendeu a retirada dos palestinianos da Faixa de Gaza de forma definitiva.

Luís Peixoto - Antena 1 /

EPA

O presidente norte-americano quer também que sejam os Estados Unidos a assumir o controlo daquele território.

Declarações fortes, na noite de terça-deira, durante um encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca.

O movimento Hamas já reagiu a este plano, classificando-o de ridículo e absurdo, capaz de provocar uma desestabilização ainda maior do Médio Oriente.

A Organização para a Libertação da Palestina rejeita o plano de Donald Trump, de retirada dos dois milhões de palestinianos que vivem na Faixa de Gaza.
 
O secretário-geral da OLP, Husein Sheij, escreveu na rede social X:  “Aqui nascemos, aqui vivemos, aqui permaneceremos”.


Uma reação depois de o presidente dos Estados Unidos ter defendido que sejam os próprios norte-americanos a assumir o controlo de Gaza, para uma reconstrução que transforme aquela zona costeira num destino turístico no Médio Oriente.

O discurso de Trump sobre sobre Gaza foi uma alucinação e põe em causa o Direito Internacional é a análise de Tiago André Lopes, especialista em Relações Internacionais, ao anúncio do presidente norte-americano, que sugeriu a expulsão dos palestinianos do enclave.

À Antena 1, o professor diz mesmo que esta posição é uma forma de limpeza étnica.
Donald Trump anunciou em conferência de imprensa, ao lado de Netanyahu, que a melhor solução é os Estados Unidos assumirem o controlo de Gaza.

Para Tiago André Lopes, este cenário põe de parte qualquer acordo de um cessar-fogo.
O Hamas acusa Donald Trump de querer implementar um plano racista, para erradicar a causa palestiniana.
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