Trump re-publicou no twitter vídeos da extrema-direita contra os muçulmanos

O presidente dos Estados Unidos fez retweet de três vídeos polémicos do grupo de extrema-direita Britain First, com conteúdos antimuçulmanos. As condenações vieram de toda a parte, inclusive de Downing Street.

Jorge Almeida - RTP /
Jonathan Ernst - Reuters

Os vídeos publicados originalmente por Jayda Fransen, a vice-líder do Britain First, um grupo político de extrema-direita e ultranacionalista, retratam alegados muçulmanos a agredir pessoas e uma estátua da Virgem Maria.

As reações às re-publicações de Donald Trump não se fizeram esperar. O porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, considerou “errada” a atitude do presidente norte-americano.

"Os britânicos rejeitam esmagadoramente a retórica preconceituosa da extrema-direita, que é a antítese dos valores que este país representa - decência, tolerância e respeito", acrescentou o porta-voz.

O Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha também criticou Trump ao considerar que foi "o aval mais claro do presidente dos Estados Unidos à extrema direita e à sua vil propaganda antimuçulmana”.

O Conselho das Relações entre a América e o Islão também condenou a atitude do presidente dos EUA, afirmando que “ele está a dizer aos seus apoiantes para odiarem o Islão e os muçulmanos”.
Casa Branca defende-se com “ameaças reais”
A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, defendeu os retweets de Donald Trump, afirmando que o presidente dos Estados Unidos desejava apenas iniciar uma discussão sobre segurança e imigração.

"Eu acho que seu objetivo é promover fronteiras fortes e segurança nacional forte", disse Sanders.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que Trump queria abrir um debate sobre imigração. Foto: Jonathan Ernst - Reuters

As posições de Trump contra a livre circulação de imigrantes muçulmanos são conhecidas desde que na campanha para a presidência pediu o “encerramento total” das fronteiras dos EUA aos muçulmanos.

Pouco depois de ser eleito, restringiu a concessão de vistos a cidadãos de seis países muçulmanos.
Extrema-direita felicita Trump
Quem não perdeu tempo a elogiar o presidente dos EUA foi Jayna Fraser, que reagiu euforicamente online a dizer que os vídeos foram partilhados por 44 milhões de seguidores de Donald Trump.

A nº2 do Britain First foi considerada culpada de assédio religioso agravado em 2016 depois de abusar de uma mulher muçulmana à frente dos seus quatro filhos.

Frasen também foi acusada de usar palavras ameaçadoras e insultuosas num discrurso em Belfast, na Irlanda do Norte.
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