Mundo
Trump recusa demarcar-se da Ku Klux Klan
Se Donald Trump for eleito presidente, poderá ser o primeiro inquilino da Casa Branca a atingir essa posição com apoio expresso de figuras proeminentes da Ku Klux Klan.
O site norte-americano Buzfeed divulgou as declarações do antigo "sacerdote supremo" do Ku Klux Klan, David Duke apelando ao voto em Donald Trump: "Votar contra Trump neste momento é realmente uma traição à nossa herança"."Levantem o rabo das cadeiras"
O apelo de Duke destinava-se a contrariar as tendências para o voto nos rivais republicanos de Trump, Ted Cruz e Marco Rubio. Nesse contexto, o antigo líder da milícia racista também conhecida como KKK precisou: "Não estou a dizer que apoio tudo em Trump, na verdade não o apoiei formalmente. Mas de facto apoio a candidatura dele e apoio o voto nele como acção estratégica. Espero que ele faça tudo o que esperamos dele".
Duke acrescentou ainda que "a vossa tarefa agora é tornarem-se activos. Saiam do vosso conforto. Levantem o rabo que em muitos de vocês está a tornar-se cada vez mais gordo nas vossas cadeiras. Quando este espectáculo acabar, vão para a rua, telefonem para o Partido Republicano, mas telefonem para a sede da candidatura de Trump, ofereçam-se como voluntários. Eles andam à procura de voluntários. Vão para lá e hão-de encontrar pessoas que tenham o mesmo tipo de ideias que vocês".
Na verdade, alguns membros do Ku Klux Klan (KKK) fizeram exactamente isso: levantaram o rabo das cadeiras e vieram para a rua num parque da Califórnia do Sul, para aí realizarem uma manifestação, com a antiga bandeira sulista da guerra civil norte-americana e com o slogan "Vidas brancas importan".
Como houve dezenas de californianos anti-racistas que aí se concentraram para impedir a manifestação, os poucos manifestantes da Ku Klux Klan, fardados com camisas negras, recorreram às bandeiras que traziam e aparentemente também a armas brancas, tendo um deles apunhalado um contra-manifestante.
A polícia interveio e deteve manifestantes daquela associação criminosa e também contra-manifestantes.Trump "não conhece" Duke nem a KKK
À extrema-direita supremacista representada pela KKK respondeu entretanto a Liga Anti-Difamação (ADL), apelando a que Donald Trump se demarcasse de Duke: "É tempo de ele vir a público com firmeza condenar estas posições preconceituosas e as pessoas que as subscrevem".
Com isto, a ADL não respondia apenas a Duke, mas a diversas tomadas de posição originárias do KKK, em apoio a Trump. Na semana passada, nomeadamente, dois membros do KKK tinham intervindo na Convenção republicana de Nevada a declarar-lhe o seu apoio.
Ao aparecer na manhã de hoje, domingo, na emissão da CNN, Trump voltou a ser instado a tomar uma posição sobre as declarações de apoio que tem recebido do KKK. A sua resposta consistiu em esquivar-se: "Não sei nada sobre David Duke. E nem sei nada sobre o que está a dizer-me quando fala de supremacia branca ou de supremacistas brancos. Você está a fazer-me perguntas sobre algo que desconheço de todo".
E acrescentou: "Tenho de olhar para o grupo, não sei de que grupo está a falar. Você não pode querer que eu condene um grupo sem saber nada sobre ele".
Quando o jornalista lhe explicou que estava a falar de Duke e do KKK, Trump manteve-se na alegação de ignorância: "Não conheço David Duke, não me parece que alguma vez o tenha encontrado. Não sei nada sobre ele""Que diferença faz" se foi Mussolini a dizer?
Trump também foi entretanto confrontado num programa da NBC com uma frase que citara: "Mais vale viver um dia como leão, do que 100 anos como carneiro". O jornalista perguntou-lhe se, ao citar a frase, sabia que ela era do líder fascista italiano Benito Mussolini, e Trump respondeu: "Mussolini era Mussolini. A citação é muito boa, é uma citação muito interessante. Eu sei quem disse isso, mas que diferença faz, se foi Mussolini ou outra pessoa?"
À insistência do entrevistador, sobre se não se importava de aparecer associado ao nome de Mussolini, Trump respondeu: "Não, eu quero ser associado com citações interessantes".
O apelo de Duke destinava-se a contrariar as tendências para o voto nos rivais republicanos de Trump, Ted Cruz e Marco Rubio. Nesse contexto, o antigo líder da milícia racista também conhecida como KKK precisou: "Não estou a dizer que apoio tudo em Trump, na verdade não o apoiei formalmente. Mas de facto apoio a candidatura dele e apoio o voto nele como acção estratégica. Espero que ele faça tudo o que esperamos dele".
Duke acrescentou ainda que "a vossa tarefa agora é tornarem-se activos. Saiam do vosso conforto. Levantem o rabo que em muitos de vocês está a tornar-se cada vez mais gordo nas vossas cadeiras. Quando este espectáculo acabar, vão para a rua, telefonem para o Partido Republicano, mas telefonem para a sede da candidatura de Trump, ofereçam-se como voluntários. Eles andam à procura de voluntários. Vão para lá e hão-de encontrar pessoas que tenham o mesmo tipo de ideias que vocês".
Na verdade, alguns membros do Ku Klux Klan (KKK) fizeram exactamente isso: levantaram o rabo das cadeiras e vieram para a rua num parque da Califórnia do Sul, para aí realizarem uma manifestação, com a antiga bandeira sulista da guerra civil norte-americana e com o slogan "Vidas brancas importan".
Como houve dezenas de californianos anti-racistas que aí se concentraram para impedir a manifestação, os poucos manifestantes da Ku Klux Klan, fardados com camisas negras, recorreram às bandeiras que traziam e aparentemente também a armas brancas, tendo um deles apunhalado um contra-manifestante.
A polícia interveio e deteve manifestantes daquela associação criminosa e também contra-manifestantes.Trump "não conhece" Duke nem a KKK
À extrema-direita supremacista representada pela KKK respondeu entretanto a Liga Anti-Difamação (ADL), apelando a que Donald Trump se demarcasse de Duke: "É tempo de ele vir a público com firmeza condenar estas posições preconceituosas e as pessoas que as subscrevem".
Com isto, a ADL não respondia apenas a Duke, mas a diversas tomadas de posição originárias do KKK, em apoio a Trump. Na semana passada, nomeadamente, dois membros do KKK tinham intervindo na Convenção republicana de Nevada a declarar-lhe o seu apoio.
Ao aparecer na manhã de hoje, domingo, na emissão da CNN, Trump voltou a ser instado a tomar uma posição sobre as declarações de apoio que tem recebido do KKK. A sua resposta consistiu em esquivar-se: "Não sei nada sobre David Duke. E nem sei nada sobre o que está a dizer-me quando fala de supremacia branca ou de supremacistas brancos. Você está a fazer-me perguntas sobre algo que desconheço de todo".
E acrescentou: "Tenho de olhar para o grupo, não sei de que grupo está a falar. Você não pode querer que eu condene um grupo sem saber nada sobre ele".
Quando o jornalista lhe explicou que estava a falar de Duke e do KKK, Trump manteve-se na alegação de ignorância: "Não conheço David Duke, não me parece que alguma vez o tenha encontrado. Não sei nada sobre ele""Que diferença faz" se foi Mussolini a dizer?
Trump também foi entretanto confrontado num programa da NBC com uma frase que citara: "Mais vale viver um dia como leão, do que 100 anos como carneiro". O jornalista perguntou-lhe se, ao citar a frase, sabia que ela era do líder fascista italiano Benito Mussolini, e Trump respondeu: "Mussolini era Mussolini. A citação é muito boa, é uma citação muito interessante. Eu sei quem disse isso, mas que diferença faz, se foi Mussolini ou outra pessoa?"
À insistência do entrevistador, sobre se não se importava de aparecer associado ao nome de Mussolini, Trump respondeu: "Não, eu quero ser associado com citações interessantes".